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28 de julho de 2026
Por Tânia Rabello
São Paulo, 28/07/2026 – A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026, aumento de 0,5% em relação à estimativa anterior, do mês de junho. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País, disse a entidade, em nota. A produção de farelo de soja também foi revisada para cima, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas (+0,2%), enquanto a de óleo de soja passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas (+0,8%).
Os dados mensais reforçam o ritmo da indústria, diz a Abiove. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, avanço de 2,7% ante abril e de 5,4% em relação a maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o volume processado alcançou 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com igual período do ano passado.
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% sobre a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas (-0,2%), enquanto elevou a previsão de embarques de óleo de soja de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
Em nota, o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes “reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência”. Segundo ele, a expansão do processamento e o ritmo das exportações confirmam o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo soja.
Contato: tania.rabello@estadao.com
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