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29 de abril de 2026
Por Gabriela Jucá
São Paulo, 29/04/2026 – O Brasil se destaca como uma das economias mais resilientes ao choque de petróleo, ao lado da Rússia, afirmou o diretor sênior de ratings soberanos da Fitch Ratings, Todd Martinez.
“Isso se deve a razões bastante evidentes: o Brasil é um exportador líquido de petróleo e está geograficamente distante do conflito”, disse Martinez, durante webinar da Fitch Ratings.
Em contrapartida, o cenário tende a elevar os preços e já está afetando a curva de juros doméstica, que apresentou uma inclinação mais acentuada, segundo o diretor da Fitch. Isso levou os agentes de mercado a calibrar as apostas para o ciclo de redução da Selic, que tende a ser mais conservador do que o previsto antes da disparada da commodity.
Martinez reconhece que a política monetária restritiva ao longo do ano passado penalizou os investimentos e tornou mais custosa a saúde das empresas. Ainda assim, a “boa notícia” é de que há consenso de que o Banco Central conseguirá reduzir os juros, dado o nível elevado. “No entanto, esse alívio para a economia deve demorar mais a se materializar devido às pressões inflacionárias adicionais”, ponderou.
A Fitch ainda prevê, por ora, crescimento de 1,9% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026. Segundo a agência, o aspecto negativo da estimativa é de que é “relativamente modesta” quando comparada ao de outras grandes economias emergentes. “Trata-se de uma desaceleração em relação ao crescimento superior a 3% observado anteriormente, em um cenário de política monetária restritiva.”
Contato: gabriela.silva@estadao.com
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