Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
Ibovespa retoma alta e renova recordes em abril, mas investidores seguem cautelosos com o cenário geopolítico, riscos internos e a voltatilidade eleitoral
17 de abril de 2026
Por Luís Eduardo Leal e Maria Regina Silva
Após mostrar instabilidade em boa parte do mês março, o Ibovespa retomou a escalada de recordes nestas duas últimas semanas, o que o colocou, ainda em meados de abril, perto de cumprir a “profecia” dos 200 mil pontos, projeção de mercado que era aguardada apenas para o fim de 2026. Porém, há ainda alguma cautela quanto à eventual atualização do que se espera para o ano, tendo em vista não apenas a persistente névoa geopolítica – evidente nas recentes negociações mediadas pelo Paquistão – como também outros fatores de incerteza, de natureza doméstica.
O cenário mais otimista decorrente da retomada de diálogo (ainda que cheio de arestas) entre Estados Unidos e Irã, de que alguma solução de compromisso seja encontrada entre as partes no curto prazo, ainda não é o suficiente para uma rodada de reavaliações abrangente sobre em que patamar o índice da B3 estará no fim de dezembro. Há um vetor que tende a estar mais presente logo adiante, a temporada eleitoral, sempre indutora de volatilidade.
A Ativa Investimentos, por exemplo, decidiu manter target para o Ibovespa em dezembro a 168 mil pontos, com ponto médio do intervalo entre 133 mil e 203 mil. “Nos últimos meses, o forte fluxo estrangeiro impulsionou a convergência para a banda superior desse intervalo, com expansão de múltiplos concentrada em blue chips”, aponta a casa, acrescentando que o conflito no Irã, por um lado, favoreceu o desempenho de commodities.
Tal movimento concentrado em um setor da B3 ampliou a dispersão entre os papéis e reduziu a atratividade marginal do índice, pondera também a Ativa, reforçando a importância do stock picking, a escolha seletiva de papéis. “Mantemos recomendação de compra, sustentada pelo carrego ainda positivo e pelas assimetrias relevantes entre ativos, com empresas de qualidade negociando a preços atrativos”, acrescenta a casa, observando também que o início do ciclo de cortes da Selic e o ciclo eleitoral no Brasil, associados ainda a “um pano de fundo externo construtivo para emergentes, seguem como catalisadores para a bolsa”.
Como contraponto à névoa geopolítica, as mais recentes pesquisas eleitorais sugerem que a distância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para os demais candidatos, todos identificados ao campo da direita, tem evaporado. E não apenas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm aparecido com forte competitividade, mas outros nomes como os de Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) começam a emergir: opções que, caso venham a se mostrar viáveis, têm em comum, na percepção do mercado, a expectativa de que possam conduzir um ajuste nas contas públicas a partir de 2027.
Bondades Eleitorais
Por outro lado, o crescimento de candidaturas de oposição poderia, em tese, resultar em algumas “bondades” no ocaso do governo para fortalecer, ainda que na 25ª hora, a candidatura à reeleição, para além das campanhas de comunicação que enfatizarão benefícios como a isenção do IR para salários de até R$ 5 mil mensais. Com a aproximação de maio, outro fator que parecia já precificado vai ganhando firmeza: o de que mais uma vez, como em 2022, será difícil antecipar o resultado das urnas em outubro. E de que a sustentação, o avanço ou recuo da Bolsa, dependerá em alguma medida disso.
Ainda assim, apesar da convicção de que a trajetória da Bolsa estará longe da linearidade que chegou a prevalecer recentemente, o otimismo é corroborado, em geral, por participantes do mercado. Administradores de recursos ouvidos em recente pesquisa do Bank of America (BofA) na América Latina passaram a ver espaço para o Ibovespa chegar a 220 mil pontos, em meio à preferência por estratégias concentradas em commodities e exportadoras.
O estudo, feito com 30 casas que somam cerca de US$ 72 bilhões sob gestão, indica que o otimismo segue elevado: 73% dos participantes esperam o Ibovespa acima de 190 mil pontos ao fim do ano, porcentual semelhante ao do mês anterior.
Por sua vez, no médio prazo, o Itaú BBA vê, em análise gráfica, o índice da B3 com potencial para testar os 250 mil pontos. As máximas históricas recentes foram puxadas pela valorização de Petrobras em março e abril, enquanto os demais índices setoriais – apesar da alta nesta semana e na anterior – ainda não superaram os topos de 2026. A máxima histórica do Ibovespa foi alcançada na terça-feira (14), aos 198,6 mil pontos.
Veja também