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10 de abril de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 10/04/2026 – A rastreabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para a carne bovina brasileira acessar e capturar valor no mercado internacional, afirmou o coordenador de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Vitor Matias. Segundo ele, a decisão de compra global está cada vez menos baseada apenas em preço e mais em confiança.
“O novo consumidor não quer comprar carne que não sabe de onde veio. Ele quer origem”, disse. “Rastreabilidade não é mais diferencial, está virando pré-requisito”, acrescentou ele, ontem (9), durante participação no Encontro de Confinamento e Recriadores, promovido pela Scot Consultoria.
Matias destacou que os importadores exigem cada vez mais garantias sobre a cadeia produtiva, incluindo ausência de desmatamento, trabalho irregular e controle de resíduos. “Os países querem saber onde nasceu esse bezerro, não só quem terminou o animal”, comentou. Além da agenda socioambiental, ele apontou que previsibilidade de oferta também passou a ser fator-chave nas negociações. “O cliente quer saber o que você vai entregar ao longo do ano”, disse.
Na avaliação do executivo, embora o Brasil siga altamente competitivo em custo, o desafio agora é reposicionar o produto no exterior. “Hoje a carne brasileira está nas prateleiras de baixo, é muito barata, mas não tem a mesma percepção de qualidade”, afirmou. A estratégia, segundo ele, passa por melhorar a comunicação e a padronização do produto. “O desafio não é produzir. O desafio é competir melhor e vender melhor, para capturar valor”, concluiu.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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