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Novo/Zema promete privatizar Petrobras e Banco do Brasil para investir em infraestrutura

18 de julho de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 18/07/2026 – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em 2026. Durante discurso no Encontro Nacional do partido, em São Paulo, Zema disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, hidrovias e portos.

Segundo ele, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para “virar a chave do crescimento e da prosperidade”. “Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo País inteiro”, afirmou.

O governador defendeu ainda corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros. “Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado. Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho”, disse.

Na primeira parte do discurso, Zema voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula”, afirmou diversas vezes, ao acusar o governo de permitir o avanço das facções criminosas, gastar recursos “para se manter no poder” e manter políticas de cotas e “doutrinação progressista” nas escolas.

Impeachment de Moraes

Também direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, afirmando que o País “não aguenta mais quatro anos” de ambos. E, na mesma linha do que defende o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, pregou: “Vamos construir maioria no Senado para aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes.”

Ao defender sua gestão em Minas Gerais, Zema afirmou que recebeu do PT um Estado “arruinado” e disse que sua administração colocou as contas públicas em equilíbrio, atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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