Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
15 de julho de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 15/07/2026 – A ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32), aprovada ontem (14) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve reduzir a dependência brasileira de gasolina importada, ampliar a segurança energética e fortalecer a competitividade dos combustíveis no mercado interno, avaliou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) em nota. Segundo a entidade, a medida permitirá que o País deixe de importar cerca de 800 milhões de litros de gasolina por ano.
A entidade também destacou, na nota, o efeito do etanol como amortecedor das oscilações do mercado internacional de petróleo. De acordo com a Unica, desde o início da recente escalada das tensões no Oriente Médio, a presença do biocombustível no mercado interno evitou uma alta mais expressiva nos custos dos combustíveis. Pelos cálculos da associação, sem o etanol, os consumidores brasileiros teriam desembolsado R$ 8 bilhões a mais nos últimos três meses, ou quase R$ 32 bilhões em um ano, devido ao maior custo da gasolina importada.
A aprovação do E32 também elevará a demanda por etanol anidro em aproximadamente 1 bilhão de litros por ano em relação ao atual E30. A Unica afirmou, contudo, que o setor tem capacidade para atender esse crescimento. Segundo a entidade, apenas na safra atual a expansão da produção poderá alcançar 4 bilhões de litros, impulsionada pela entrada em operação de novas usinas de etanol de milho e pelo aumento da oferta nas unidades sucroenergéticas.
A associação ressaltou, ainda, que o avanço da mistura ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil no uso de etanol combustível, sustentada por uma ampla frota de veículos flex e por uma cadeia produtiva consolidada.
No aspecto técnico, a entidade afirmou que a adoção do E32 é respaldada por estudos realizados no âmbito do programa Combustível do Futuro, incluindo avaliações do Instituto Mauá de Tecnologia, que indicaram a viabilidade de teores mais elevados de etanol “sem impactos relevantes em desempenho, consumo ou dirigibilidade”, inclusive em veículos e motocicletas não flex.
Para o presidente da Unica, Evandro Gussi, a medida amplia as vantagens competitivas do País no uso de combustíveis renováveis. “Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustíveis renováveis em larga escala”, afirmou, na nota. Segundo ele, a nova mistura representa “uma solução que reduz emissões, gera emprego e renda no interior do País e fortalece uma cadeia produtiva na qual o Brasil é referência mundial”.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
Veja também