Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
22 de julho de 2026
São Paulo, 22/07/2026 – Os preços do tomate registraram queda na maior parte das Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras. Na média ponderada dos preços, o fruto ficou 15,85% mais barato no mês de junho, atingindo o valor médio de comercialização de R$ 5,59 o kg. Além da hortaliça, melancia, laranja e maçã também apresentaram redução na média dos preços na maioria das Ceasas pesquisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como mostra o 7º Boletim Hortigranjeiro, divulgado hoje (22).
A pesquisa da Conab considera as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA).
O levantamento realizado pela Conab no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) mostra que o recuo nas cotações do tomate é reflexo da maior disponibilidade. A intensificação da safra de inverno, apesar das menores temperaturas e da maturação mais lenta do produto, contribuiu para o aumento da oferta. O maior decréscimo foi apurado na Ceasa de Recife (PE), com queda de 61,32% na média ponderada.
Entre as hortaliças que compõem a pesquisa, a batata, com cotações em ascensão desde fevereiro, apresentou redução na média ponderada em 6 das 11 Ceasas avaliadas pela Conab. No entanto, apesar de encerrar o mês com crescimento de 1,81% na média ponderada total, o tubérculo ficou mais barato em Goiânia (GO) (-12,53%), Curitiba (PR) (-11,61%), Rio Branco (AC) (-8%), Recife (PE) (-6,29%), São Paulo (SP) (-4,43%) e Belo Horizonte (MG) (-2,42%), mantendo preços estáveis em Campinas (SP) (0,32%) e Vitória (ES) (0,75%). “Esse movimento é resultado do aumento da oferta proveniente da safra dos principais Estados produtores”, disse na Conab no boletim.
Para a cenoura, a média ponderada manteve-se estável em comparação ao mês anterior, com crescimento geral de 0,83%. A raiz teve redução em cinco Ceasas, com menores porcentuais em Rio Branco(-17,62%) e Vitória (-12,79%). De acordo com o Boletim, o cenário se justifica pela normalização das condições climáticas nas principais regiões produtoras, que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e o avanço da colheita, ampliando a oferta.
Em elevação desde março, os preços da cebola registraram acréscimo de 8,46% na média ponderada. Em termos porcentuais, o incremento é inferior ao dos últimos três meses, mas as cotações ainda ficaram mais elevadas em dez Ceasas pesquisadas. Segundo a Conab, com o término da safra da Região Sul, em especial a catarinense, responsável pela maior parcela do abastecimento nacional, o mês de junho foi marcado pela ampliação da oferta de Minas Gerais e de São Paulo.
A alface, em queda nos dois últimos meses, voltou a apresentar aumento de preço no atacado em sete Centrais de Abastecimento analisadas. Na média ponderada geral, os preços da verdura aumentaram 11,99%, com oscilações entre queda de 64,78% em Recife e aumento de 42,03% em Curitiba. Além da redução da demanda, típica do período, as temperaturas mais baixas tendem a reduzir a oferta, em virtude do menor ritmo de crescimento e desenvolvimento da planta.
Frutas
Após período de aumento nos últimos três meses, a melancia voltou a apresentar redução na média ponderada geral. Os valores de comercialização da fruta no atacado encerraram o mês de junho com queda de 24,02% na média, além de ficarem mais baratos em nove Ceasas, com decréscimo de até 32% no Rio de Janeiro (RJ). “O panorama é consequência da menor demanda nos centros consumidores do Sul e do Sudeste, decorrente das temperaturas inferiores no inverno, que impactam o consumo da fruta”, comentou a estatal.
A média ponderada dos preços da laranja também diminuiu 13,20%. No atacado, a fruta ficou mais barata em oito centrais, com variações entre recuo de 18,29% no Rio de Janeiro e elevação de 3,99% em São José (SC). De acordo com a Conab, o cenário reflete a regularidade dos estoques de suco e a redução da demanda externa em relação aos anos anteriores, devido à mudança nos hábitos de consumo.
As cotações da maçã mantiveram-se em queda, com média ponderada equivalente a -2,81%. A fruta ficou mais barata em nove Ceasas, com maiores reduções em Recife (-14,47%) e São José (-13,12%). O aumento da oferta da maçã fuji proveniente das praças gaúchas e catarinenses contribuiu para a queda dos preços nos entrepostos atacadistas, explicou a Conab.
Para o mamão, a média ponderada do total dos entrepostos de abastecimento avaliados apresentou diminuição de 1,56%, embora tenha aumentado em sete centrais. As variações foram de -43,15% em Fortaleza (CE) a 51,13% no Rio de Janeiro. A diminuição da oferta da variedade formosa na maioria das regiões produtoras, principalmente no norte capixaba e no sul baiano, em decorrência do calendário produtivo e do tempo mais frio, atrasou o amadurecimento dos mamões, contribuindo para essa movimentação nas cotações.
Das frutas pesquisadas, a banana foi a única a apresentar incremento na média ponderada dos preços, com porcentual de 2,10%. A fruta ficou mais cara nas Centrais de Abastecimento de nove cidades, em virtude da diminuição da oferta, influenciada pelas menores temperaturas nos principais Estados produtores. Em Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta teve queda de 11%.
(Equipe AE)
Veja também