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BB-BI eleva recomendação de Petrobras para compra, com preço-alvo de R$ 45

22 de julho de 2026

Por Luísa Laval

São Paulo, 22/07/2026 – O BB Investimentos (BB-BI) elevou a recomendação das ações ON e PN da Petrobras de neutra para compra, citando um cenário mais favorável para os preços do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e a robustez operacional da companhia. O analista Daniel Cobucci manteve o preço-alvo de R$ 45 para 2026 para o papel PN, com potencial de alta de 9,4% ante o fechamento de ontem.

Segundo o BB-BI, o mercado de petróleo voltou a mostrar sinais de possível desequilíbrio entre oferta e demanda após a intensificação do conflito entre EUA e Irã, que teria afetado novamente a navegação no Estreito de Ormuz. O relatório também destaca o anúncio de bloqueio do Mar Vermelho à Arábia Saudita por Houthis, milícia apoiada pelo Irã no Iêmen, aumentando o risco sobre o estreito de Bab el Mandeb, rota por onde transita cerca de 12% do comércio global.

Nesse contexto, o Brent já acumula alta de 27% em relação à mínima de US$ 71,57 por barril no início de julho, após um acordo de paz considerado frágil em meados de junho, segundo o relatório. O banco também aponta disparada do crack spread 3-2-1, indicador de margem de refino, com aperto mais rápido na oferta de derivados do que no petróleo bruto. A restrição da Rússia às exportações de diesel é citada como fator adicional, exigindo diversificação de fornecedores por importadores brasileiros.

O BB-BI afirma que o uso de reservas estratégicas por diversos países e a redução das importações de petróleo pela China ajudaram a conter o choque até aqui. Mas ressalta que o estoque da reserva estratégica dos EUA (SPR) caiu quase 99 milhões de barris desde fevereiro, para 316,5 milhões de barris, o menor nível desde 1984, o que poderia reduzir a capacidade de amortecer novos choques se as hostilidades persistirem.

Na tese para a Petrobras, o banco destaca três pilares: o baixo custo de extração no pré-sal (lifting cost em torno de US$ 6 por barril), a perspectiva de crescimento de produção com novas plataformas – com o pré-sal representando cerca de 80% da produção – e o rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) anualizado estimado em cerca de 14%, acima de pares globais integrados. O banco também cita valuation “atrativo”, com múltiplo de preço sobre lucro (P/L) projetado de 4,2 vezes e de EV sobre Ebitda de 3,1 vezes.

Entre os riscos, o relatório menciona possível deterioração do retorno sobre o capital investido (ROIC) caso o ritmo de investimentos avance sem geração de caixa proporcional, além de eventuais mudanças na política de preços. O BB-BI também observa que petróleo mais caro pode pressionar a inflação global e influenciar juros, afetando mercados de ações.

Contato: luisa.laval@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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