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Márcio Elias: Governo não recuou da orientação do presidente Lula sobre Lei da Reciprocidade

22 de julho de 2026

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta quarta-feira, 22, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não recuou um centímetro” em relação à possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, mas que essa medida não é cogitada, por ora.

“O governo não recuou um centímetro daquilo que divulgou e do que é a orientação do presidente Lula. Dizer que há lei é diferente de aplicar a medida de reciprocidade. A lei nos dá a possibilidade de aplicar a medida de reciprocidade e envolve também a adoção de procedimentos para se chegar a uma medida. O governo não recua porque não há necessidade de fazê-lo, como não há agora a necessidade de aplicação de nenhuma medida. Acabamos de ouvir o presidente Lula falando que é preciso negociar”, afirmou, em entrevista coletiva logo após ato no Palácio do Planalto, com a participação de Lula, para a sanção da lei do Plano Brasil Soberano 2 e assinatura da medida provisória do Brasil Soberano 3, programas de apoio a setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.

Márcio Elias disse que, “se houver necessidade, na forma e adequação necessária, a lei será empregada”, mas que a orientação dada pelo presidente da República, por ora, é manter a tentativa de negociação com os Estados Unidos. O ministro disse que espera que a retomada do diálogo com os norte-americanos ocorra em breve.

“Daqui a pouco, daqui a algum tempo, vamos voltar a conversar. O Ministério das Relações Exteriores e o MDIC vão voltar à negociação. Temos pelo menos três datas, uma (tarifa) que entrou em vigor hoje e foi publicada na imprensa oficial norte-americana. Na sexta-feira, a investigação sobre trabalho forçado deve ter resposta. E no dia 29 encerra o prazo para aquelas mercadorias que estão em trânsito”, afirmou.

“Como disse Lula, há muitas formas de negociação, que vai desde mensagens de WhatsApp até reuniões formais. Isso vai voltar a acontecer e a expectativa é que aconteça em breve”, completou.

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