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14 de julho de 2026
São Paulo, 14/07/2026 – A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) evoluiu para 40% até sexta-feira passada (10), em comparação com 32% na sexta anterior (3). Os trabalhos estão atrasados na comparação com o mesmo período de 2025, quando alcançavam 45%, informou a Expocacer em comunicado. Segundo os técnicos de campo da entidade, o atraso se justifica por 2026 ter uma safra maior em relação ao ano passado e pela ocorrência de chuvas durante junho, que interferiram no andamento da colheita atual. Para este ano, a Expocacer prevê uma safra de 2,859 milhões de sacas de 60 kg.
Do total coletado, 22% dos frutos já foram beneficiados, com rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Em relação aos que seguem nas lavouras, 35% se encontram no estágio cereja, ideal para serem colhidos.
Em boletim semanal da cooperativa, os técnicos informam que as condições climáticas favoráveis registradas na última semana permitiram acelerar as operações de colheita e pós-colheita no Cerrado Mineiro, proporcionando, ainda, melhores condições para a secagem dos grãos nos terreiros e para o beneficiamento.
A cooperativa revela que o porcentual médio de catação permanece em torno de 15%, porém parte dos lotes recebidos ainda reflete os impactos das chuvas registradas anteriormente, que comprometeram o processo de secagem nos terreiros, assim, esses cafés apresentam índices de catação de aproximadamente 25%.
Em contrapartida, os técnicos da Expocacer expõem que a classificação por peneiras continua demonstrando boa formação dos grãos, com bom porcentual das peneiras 17 e 18. Agora, a principal preocupação, conforme eles, é a previsão de chuvas nesta semana, que exige atenção dos cafeicultores quanto ao manejo do café na pós-colheita.
Eles explicam que a adoção de práticas adequadas durante a secagem e o armazenamento será fundamental para preservar a qualidade dos lotes já colhidos e minimizar possíveis perdas.
Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam aumento da instabilidade e maior potencial de chuva no Cerrado Mineiro, em especial nas áreas de Patrocínio, Araxá, Uberaba, Serra do Salitre, Patos de Minas e Monte Carmelo. Se confirmadas, essas precipitações devem causar atrasos pontuais na colheita, no transporte e na secagem dos cafés, especialmente em áreas com café em terreiro.
Os técnicos da Expocacer recomendam que os produtores antecipem, “sempre que possível”, o recolhimento dos cafés dos terreiros e planejem as operações de colheita, transporte e secagem, com o objetivo de mitigar os riscos de perdas de qualidade e atrasos nas atividades de campo.
A Expocacer teve faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2025 e conta com um quadro com 805 produtores associados.
(Equipe AE)
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