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13 de julho de 2026
Por Geovani Bucci
São Paulo, 13/07/2026 – Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 13, mostra que 56% dos paulistas são contrários à privatização das linhas do Metrô, enquanto 53% rejeitam a transferência à iniciativa privada das linhas de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Desde março de 2023, a rejeição à privatização cresceu nove pontos porcentuais no caso do Metrô e oito pontos no da CPTM. No mesmo período, o apoio à medida caiu de 48% para 37% em relação ao Metrô e de 49% para 39% no caso dos trens metropolitanos.
Em 30 de junho, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou ter “mudado de opinião” e sinalizou que não pretende mais privatizar linhas do Metrô. A declaração foi dada durante entrevista coletiva após a inauguração da Estação Washington Luís, nova parada da Linha 17-Ouro, monotrilho que atende o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Na ocasião, o governador também disse que pretende rever o contrato da linha.
A declaração representou uma mudança em relação à posição defendida por Tarcísio na campanha eleitoral de 2022 e à estratégia adotada por sua gestão, marcada pela concessão de linhas ferroviárias à iniciativa privada. “A realidade é que o Metrô está operando muito bem”, afirmou.
Desde o início do mandato, em 2023, Tarcísio concedeu à iniciativa privada quatro linhas da CPTM. A Linha 7-Rubi foi leiloada em fevereiro de 2024 ao consórcio TIC Trens, como parte do projeto do Trem Intercidades (TIC), que ligará a capital paulista a Campinas.
Em março de 2025, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, reunidas no Lote Alto Tietê, foram arrematadas pelo Consórcio Comporte. O contrato de concessão tem duração de 25 anos.
As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda já haviam sido concedidas à iniciativa privada antes da gestão Tarcísio. A Linha 6-Laranja, inaugurada recentemente na capital paulista, quase 20 anos após ter sido anunciada, é operada pela Linha Uni, concessionária controlada pela empresa espanhola Acciona.
“Não podemos correr o risco de ter muitas linhas operadas por poucos operadores privados”, defendeu Tarcísio. Segundo o governador, o setor ferroviário enfrenta “grande dificuldade” diante da escassez de operadores nacionais e da resistência de empresas estrangeiras em atuar no País.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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