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no semestre, exportação de couro subiu, mas faturamento caiu

13 de julho de 2026

Artigo de: Alcides Torres

no semestre, exportação de couro subiu, mas faturamento caiu

O volume embarcado foi o maior da série histórica para os primeiros semestres, porém a receita caiu

A exportação de couro foi recorde em junho, totalizando 324,0 mil toneladas (figura 1).

no semestre, exportação de couro subiu, mas faturamento caiu

O faturamento, no entanto, caiu. No primeiro semestre, a receita foi de US$ 539,4 milhões, retração de 4,7% frente ao mesmo período de 2025 e de 16,4% em relação a 2024.

no semestre, exportação de couro subiu, mas faturamento caiu

A redução do faturamento, diante do volume recorde, ocorreu em função da mudança na participação dos diferentes tipos de couro exportados.

O couro é dividido em categorias conforme o nível de processamento. O couro salgado corresponde à pele bovina bruta, preservada com sal, sem passar por processamento químico. Na sequência está o wet blue, obtido após o curtimento com sulfato de cromo trivalente. Esse é o tipo mais comercializado no mercado internacional, por apresentar estabilidade e facilidade no transporte. O crust, também chamado de semiacabado, passa pelas etapas de recurtimento, secagem e tingimento, mas não recebe acabamento. O couro acabado é o produto pronto para utilização na confecção. Por último, estão as aparas, retalhos e recortes provenientes de diferentes etapas do processamento, gerados ao longo da cadeia produtiva, incluindo os couros reconstituídos.

Participação na exportação e cotação em junho

O wet blue foi o tipo mais exportado até junho, com participação de 66,8%. A participação caiu 4,0 pontos porcentuais em relação a 2025, mas o volume aumentou, com embarque de 340,5 toneladas a mais que no primeiro semestre de 2025. O wet blue respondeu por 37,5% do faturamento e foi negociado, na média de junho, por US$ 0,93/kg.

A participação do couro salgado aumentou 4,1 pontos porcentuais, alcançando 23,6% das exportações, e respondeu por 7,1% da receita, com preço médio de US$ 0,50/kg. O couro acabado participou com 6,4% do volume embarcado, queda de 1,4 ponto porcentual em relação a 2025, passando de 23,6 para 20,6 mil toneladas. O faturamento foi de US$ 236,8 milhões, US$ 42,3 milhões a menos que em 2025. O faturamento correspondeu a 43,9% da receita obtida com as exportações, com preço médio de US$ 11,48/kg. A participação do crust foi de 2,1%, alta de 0,3 ponto porcentual na comparação ano a ano e, respondeu por 11,3% do faturamento negociado por US$ 9,11/kg.

Por fim, as aparas, com participação de 1,1%, avançaram 1,0 ponto porcentual frente a 2025 e representaram 0,2% do faturamento, com preço médio de US$ 0,30/kg.

no semestre, exportação de couro subiu, mas faturamento caiu

Nesse contexto, a menor participação do couro acabado levou à redução do faturamento, resultando em um volume recorde, mas com menor receita.

Alcides Torres, engenheiro agrônomo e fundador da Scot Consultoria, em colaboração com Fábio Takaku, zootecnista e pesquisador da Scot Consultoria.
www.scotconsultoria.com.br

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