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Dislub Equador prevê terminal de combustível no Pecém pronto até dezembro e já avalia expansão

10 de julho de 2026

Por Gabriela da Cunha

O Grupo Dislub Equador projeta para o último trimestre a conclusão das obras de tancagem do terminal de armazenamento e distribuição de combustíveis em construção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. Antes mesmo de entrar em operação, a empresa já considera expandir a capacidade inicial de 170 mil m³ de produtos. “Estamos negociando com vários players. Talvez, entre o segundo semestre de 2027 e o primeiro semestre de 2028, discutamos esse tema”, comenta ao Broadcast o presidente da Dislub, Marcelo Magalhães.

O projeto, que envolve um investimento de R$ 640 milhões, financiado com recursos próprios e apoio do Banco do Nordeste, já foi concebido possibilitando a expansão de até 240 mil m³. A expectativa se apoia na transição gradual da movimentação de combustíveis do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, para o Pecém. Além disso, atualmente, quase metade do combustível vendido no Ceará ainda chega por via terrestre de Pernambuco e Maranhão, cenário que o terminal deve mudar. O crescimento do Estado, que atrai projetos como data centers, também reforça essa perspectiva.

“O terminal é um projeto que o governo tenta viabilizar há muitos anos e para o qual assumimos o compromisso de investimento. É inevitável que, nos próximos anos, possivelmente, tenha a expansão”.

Portfólio

A construção do terminal de armazenamento e distribuição de combustíveis está quatro meses adiantada, com 70% da infraestrutura concluída. Entre os acordos firmados, Magalhães destaca a parceria com a PetroReconcavo para escoar petróleo do Rio Grande do Norte.

“Serão dois tanques destinados ao petróleo da PetroReconcavo, permitindo sua exportação pelo Pecém”, diz o executivo que está há pouco mais de um ano na posição de CEO. Antes de ingressar na Dislub, Magalhães esteve à frente da petroleira por 16 anos.

“A PetroReconcavo buscava, há algum tempo, uma forma mais economicamente viável de escoar a produção da Bacia Potiguar. E agora tive a felicidade de participar desse acordo”, detalha. O contrato com a petroleira prevê a instalação de 40 mil m³ adicionais de tancagem, equivalente a cerca de 250 mil barris de petróleo.

Distribuição

A empresa projeta atender aproximadamente 20% da demanda de combustíveis da região Nordeste a partir do primeiro trimestre de 2027, quando o terminal no Pecém deve entrar em operação. Magalhães diz que a chegada dessa infraestrutura possibilita mais competitividade nessa frente.

“O porto de Pecém é o ponto final da Transnordestina. Eventualmente, no futuro próximo, podemos integrar os modais marítimo, rodoviário e ferroviário, o que e, consequentemente, traz a expectativa de um certo barateamento do custo de combustíveis no interior do Nordeste”, comenta.

Com 29 anos de atuação no mercado brasileiro, o Grupo Dislub Equador tem foco em distribuição, importação e armazenagem de combustíveis, com operações concentradas em 17 estados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. O Ceará, no entanto, é um dos poucos estados em que o grupo não tinha distribuição nem armazenagem. “O planejamento é ter essa presença dupla já no ano que vem”, diz.

A empresa, que tem uma rede com mais de 500 postos bandeirados, tem a ambição de ampliar em, pelo menos, 70% o número de postos do grupo até 2030, considerando todas as regiões onde já atua.

“Essas regiões demandam uma expertise, sobretudo de logística, respeitando as características locais. Somos e queremos, cada vez mais, ser a operadora que mais conhece essas regiões do país e que melhor opera nesses locais”, finaliza.

Contato: gabriela.cunha@estadao.com

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