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Global X vê corrida por IA e minerais críticos como nova fronteira de investimentos

7 de julho de 2026

Por Bruna Camargo

São Paulo, 07/07/2026 – A disputa global por capacidade computacional para inteligência artificial (IA) e pela oferta de minerais críticos abre uma nova frente de oportunidades para investidores, na avaliação da Global X ETFs. Para a gestora, são as empresas dessas duas cadeias produtivas que devem se beneficiar de tendências estruturais que combinam o avanço da IA, da computação quântica, da eletrificação e da digitalização da economia.

A leitura da gestora é a de que a rápida expansão da inteligência artificial generativa elevou a demanda por uma infraestrutura tecnológica cada vez mais robusta, impulsionando investimentos em semicondutores de alto desempenho, sistemas computacionais avançados, data centers e tecnologias ligadas à computação quântica. A Global X avalia que essas empresas ocupam uma posição estratégica na cadeia que sustenta o desenvolvimento das novas aplicações de IA.

A casa avalia que o crescimento do setor não se limita aos desenvolvedores de modelos de inteligência artificial, mas alcança fabricantes de processadores gráficos (GPUs), processadores convencionais (CPUs), chips de memória, chips especializados para inteligência artificial (ASICs) e companhias responsáveis pela infraestrutura computacional necessária para ampliar a capacidade de processamento de dados.

Ao mesmo tempo, a expansão dos veículos elétricos, dos sistemas de armazenamento de energia, da modernização das redes elétricas e dos próprios data centers vem fortalecendo a demanda por minerais considerados críticos para essas cadeias produtivas. Materiais como lítio, cobre, níquel, cobalto e terras raras passaram a ser vistos como insumos estratégicos para a transição energética e para a digitalização da economia.

Na avaliação da gestora, esse movimento tende a sustentar a demanda por empresas ligadas à exploração, mineração, produção e refino desses materiais, à medida que governos e empresas buscam fortalecer cadeias de suprimento consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico.

É nesse contexto que a Global X anunciou o lançamento de dois novos BDRs de ETFs temáticos, que estarão disponíveis na B3 a partir do dia 17 de julho. O EART39 oferece exposição à cadeia global de minerais críticos, enquanto o CHPX39 acompanha empresas inseridas no ecossistema de inteligência artificial, semicondutores e computação quântica.

O EART39 replica o Solactive Rare Earth and Critical Materials Index, índice composto por empresas globais que atuam na exploração, mineração, produção e refino de materiais críticos. O índice contempla exposição a dez categorias de insumos, entre elas terras raras, lítio, cobre, níquel, cobalto, manganês, grafite, grafeno, paládio, platina e materiais à base de carbono. A metodologia prioriza empresas classificadas como Pure Play, com pelo menos 50% da receita proveniente dessas atividades. O EART39 tem taxa de administração de 0,59% ao ano.

Já o CHPX39 replica o Global X AI Semiconductor & Quantum Index, índice formado por empresas que participam diretamente da cadeia de inteligência artificial, semicondutores e computação quântica. O índice reúne fabricantes de GPUs, CPUs, ASICs e chips de memória, além de companhias ligadas à infraestrutura para data centers e ao desenvolvimento de tecnologias de computação quântica. Assim como no EART39, a metodologia seleciona empresas Pure Play. O CHPX39 tem taxa de administração de 0,50% ao ano.

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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