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Fazenda sobe projeção de IPCA 2026 para 3,6% e diz que desinflação deve permitir corte na Selic

6 de fevereiro de 2026

Por Cícero Cotrim e Mateus Maia

Brasília, 06/02/2026 – A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) aumentou marginalmente a sua projeção para a inflação de 2026, de 3,5% para “cerca de” 3,6% – acima do centro da meta, de 3%. O alívio frente a 2025, quando o IPCA teve alta de 4,26%, deve possibilitar uma redução na taxa Selic, segundo o órgão na publicação Balanço Macrofiscal 2025 e perspectivas 2026.

“A expectativa é de estabilidade no ritmo de crescimento e de continuidade da desinflação, possibilitando redução nos juros básicos”, diz relatório de projeções divulgado nesta sexta-feira pela SPE, comandada por Guilherme Mello – um dos nomes sugeridos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a diretoria do Banco Central.

Segundo a secretaria, o alívio esperado no ritmo de alta dos preços este ano reflete o excesso da oferta global de bens e combustíveis, além dos efeitos defasados da política monetária e do enfraquecimento recente do dólar. Esses impactos devem afetar principalmente a inflação de serviços e bens industriais.

A SPE diz esperar, no entanto, “pressões moderadas” para os preços de alimentos ao longo de 2026. Eventos climáticos podem afetar os preços de alimentos in natura. A carne bovina deve ter menor oferta, por causa da retenção de fêmeas no Brasil e Estados Unidos. E há perspectiva de menor produção de alguns semielaborados (arroz, trigo e derivados) e produtos in natura (tomate e batata).

Contato: cicero.cotrim@broadcast.com.br, mateus.maia@broadcast.com.br

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