Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
8 de julho de 2026
Por Leandro Silveira e Tânia Rabello
São Paulo, 08/07/2026 – Mato Grosso registrou recorde de abate de boi e de exportação de carne bovina no primeiro semestre de 2026, em um cenário de forte demanda internacional, especialmente da China. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram abatidas 3,65 milhões de cabeças entre janeiro e junho, alta de 3,58% ante igual período de 2025 e o maior volume da série histórica para um primeiro semestre. No mesmo intervalo, o Estado embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), avanço de 38,76%, com receita recorde de US$ 2,41 bilhões, 63,82% superior à obtida um ano antes.
Do total de bovinos abatidos, os machos responderam por 1,81 milhão de cabeças, crescimento de 13,05% na comparação anual, enquanto os abates de fêmeas recuaram 4,26%, para 1,85 milhão de cabeças. Para o Imea, o movimento reforça a transição do ciclo pecuário, com menor participação de fêmeas nos abates e maior demanda por machos terminados.
O instituto atribui o desempenho à demanda aquecida por carne bovina no mercado internacional, sobretudo da China, que elevou a procura por animais prontos para o abate. Além disso, a antecipação das exportações antes do esgotamento da cota de salvaguarda chinesa intensificou a disputa entre frigoríficos e sustentou o elevado ritmo de abates ao longo do semestre.
Apesar dos recordes, o Imea alerta que o avanço do preenchimento da cota de salvaguarda da China mantém o mercado em estado de atenção, diante da perspectiva de desaceleração das importações chinesas no segundo semestre. Nesse cenário, algumas indústrias já sinalizam ajustes no ritmo de abates e da produção.
O reflexo desse movimento começou a aparecer no mercado físico no fim de junho. Na última semana do mês, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2,00%, ou R$ 6,62 por arroba, pressionado pela menor atuação de algumas plantas exportadoras e por um movimento de acomodação após as fortes valorizações registradas no primeiro semestre.
Ainda assim, o Imea avalia que a oferta restrita de animais terminados deverá continuar limitando quedas mais intensas nas cotações da arroba no curto prazo. A expectativa é de que a menor disponibilidade de bovinos siga dando sustentação aos preços ao longo de 2026, mesmo com a possibilidade de redução do ritmo das exportações para a China nos próximos meses.
Esmagamento de soja
O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu recorde no primeiro semestre de 2026, totalizando 7,02 milhões de toneladas, volume 4,53% superior ao registrado em igual período de 2025, informou o Imea, em boletim semanal.
Segundo o instituto, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da demanda para a produção de biodiesel, aliado ao aquecimento da demanda externa pelos coprodutos da soja.
As exportações mato-grossenses de derivados de soja (farelo e óleo) também avançaram no período. Entre janeiro e junho deste ano, os embarques somaram 4,59 milhões de toneladas, alta de 8,94% em relação aos seis primeiros meses de 2025.
Entre os principais destinos, a Argélia manteve a liderança nas compras de óleo de soja de Mato Grosso, respondendo por 38,08% do volume embarcado pelo Estado. Já a Indonésia foi o principal mercado para o farelo de soja, com participação de 24,65% das exportações.
De acordo com o Imea, a produção recorde de soja nas últimas safras permitiu às indústrias esmagadoras ampliarem o processamento, contribuindo para absorver parte da elevada oferta do grão no Estado.
Contato: leandro.silveira@estadao.com; tania.rabello@estadao.com
Veja também