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Deutsche Bank adota viés construtivo de curto prazo para o real, mas cita riscos de médio prazo

7 de julho de 2026

Por Caroline Aragaki

São Paulo, 07/07/2026 – O Deutsche Bank adotou um viés construtivo de curto prazo para o real, mencionando fundamentos melhores e carry trade elevado. Contudo, o banco alemão nota que os riscos de médio prazo para o câmbio brasileiro estão aumentando.

Embora ainda em déficit, a balança comercial tem melhorado desde 2025 e sugere que a moeda está sendo apoiada por fontes mais estáveis de financiamento externo, em vez de depender apenas de fluxos de portfólio, escrevem Francisco Campos, Beatriz Garcia Nunes, Christian Gonzalez Rojas e Carlos Munoz-Carcamo, em relatório desta terça-feira.

“As contas externas também se tornaram mais favoráveis. A conta corrente melhorou à medida que uma expansão ampla nas exportações elevou o superávit comercial, com o Brasil redirecionando com sucesso embarques dos EUA para mercados alternativos”, acrescenta o Deutsche Bank.

Já o apelo ao carry trade ocorre na esteira da expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) alivie a política monetária de forma cautelosa, enquanto a volatilidade do câmbio brasileira permanece baixa ante padrões históricos.

No médio prazo, o banco alemão destaca que as chances de uma reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva potencialmente aumentam o prêmio de risco fiscal e político. Além disso, fatores sazonais estão prestes a se tornar menos favoráveis para a moeda brasileira, considerando que os fluxos comerciais e financeiros costumam enfraquecer na segunda metade do ano.

Contato: caroline.aragaki@estadao.com

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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