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9 de julho de 2026
Por Gabriel Máximo
Brasília, 09/09/2026 – Após as negativas do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) de concorrerem ao governo de Minas Gerais, o nome do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) passou a ser cogitado entre os petistas mineiros como uma alternativa para a disputa pelo Palácio Tiradentes. O partido encomendou uma pesquisa para avaliar a viabilidade eleitoral do parlamentar. Uma reunião da executiva estadual também está prevista para a próxima segunda-feira, 13, às 17h, na tentativa de resolver a questão.
Patrus foi prefeito de Belo Horizonte e o primeiro ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nos dois primeiros governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pasta responsável pelo Bolsa Família. Em 2010, também concorreu como candidato a vice-governador na chapa de Hélio Costa (MDB), derrotada por Antônio Anastasia, então no PSDB.
Ao Broadcast Político, o petista afirmou que sua prioridade, neste momento, é a pré-campanha à reeleição para a Câmara dos Deputados, mas não descartou a possibilidade de discutir uma candidatura ao governo de Minas. Disse, porém, que ainda não foi procurado pelos diretórios estadual ou nacional do PT nem pelo presidente Lula.
Em um primeiro momento, Lula apostou na candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo de Minas. Após meses de indefinição, o ex-presidente do Congresso Nacional deixou o PSD para se filiar ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, mas, no fim de maio, descartou disputar o cargo e anunciou sua saída da política.
A decisão obrigou o PT a recalcular a rota no Estado. Uma aliança com o MDB e o PSB chegou a ser considerada, mas, sem consenso, a sigla decidiu, com o aval de Lula, investir em uma candidatura própria. O primeiro nome foi o de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, que recusou o convite para manter sua candidatura ao Senado, disputa em que aparece na liderança em algumas pesquisas de intenção de voto.
A pouco mais de um mês do início da campanha eleitoral, o impasse representa um desafio para Lula em Minas Gerais, Estado considerado decisivo para a eleição presidencial. Desde 1945, apenas Getúlio Vargas foi eleito presidente da República sem ter sido o candidato mais votado entre os mineiros.
Contato: gabriel.maximo@estadao.com
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