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Boi/Asbia: venda de sêmen cresce 17,7% no 1º tri/26, para 5,07 milhões de doses

19 de maio de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 19/05/2026 – O investimento dos pecuaristas em genética bovina cresceu 17,7% no primeiro trimestre de 2026, com mais de 5 milhões de doses de sêmen comercializadas no mercado brasileiro entre janeiro e março. Os dados fazem parte do Index Asbia, divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

O avanço foi puxado principalmente pela pecuária de corte. As vendas de sêmen para cliente final com aptidão para corte somaram 3,09 milhões de doses no trimestre, alta de 26,1% ante igual período de 2025. Já as exportações de genética bovina de corte praticamente dobraram, alcançando 83.590 doses embarcadas, crescimento de 99,2% na comparação anual.

Na avaliação do presidente da Asbia, Luis Adriano Teixeira, os números refletem tanto o aumento do investimento dos pecuaristas em melhoramento genético quanto o reconhecimento internacional da genética bovina brasileira. “Os números do primeiro trimestre mostram que esse movimento continua, com praticamente o dobro de doses embarcadas na aptidão corte. Isso é resultado de anos de melhoramento das raças no Brasil, especialmente as zebuínas, que demonstram cada vez mais eficiência na produção de carne em regiões tropicais como a nossa”, afirmou, em nota.

Na pecuária leiteira, o mercado interno também apresentou expansão. As vendas para cliente final atingiram 1,52 milhão de doses no trimestre, avanço de 5,9% ante igual período de 2025 e maior volume já registrado para o primeiro trimestre na série histórica.

Somadas as vendas diretas para corte e leite, a comercialização de material genético cresceu 18,7% no período, totalizando 4,62 milhões de doses vendidas para pecuaristas em todo o País. Considerando também exportações e operações por prestação de serviços, o total de saída de doses chegou a 5,07 milhões.

Os dados de entrada de doses no mercado, que incluem produção nacional e importação, também avançaram. Foram 6,37 milhões de novas doses disponibilizadas no mercado brasileiro no primeiro trimestre, alta de 9,44% em relação ao ano anterior.

As importações registraram o maior crescimento, com entrada de 1,72 milhão de doses, avanço de 54,7% frente a igual período de 2025. Segundo a Asbia, o destaque ficou para as importações de sêmen com aptidão para corte, que somaram 903.618 doses, aumento de 92,7% na comparação anual.

Já a produção nacional totalizou 4,64 milhões de doses no trimestre, leve recuo de 1,3% ante igual período do ano passado. Apesar disso, a produção de material genético com aptidão leiteira atingiu recorde para o período, com 968.098 doses coletadas, crescimento de 41,7%. “O pecuarista brasileiro reconhece a genética como investimento essencial para tornar a pecuária de corte e leite cada vez mais eficiente e sustentável”, disse Teixeira, na nota.

O levantamento também mostrou avanço da inseminação artificial no País. A tecnologia esteve presente em 3.721 municípios brasileiros no primeiro trimestre, o equivalente a 66,8% das cidades do País, aumento de 2,4% ante igual período de 2025.

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