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BTG prevê temporada fraca no 2tri26 em commodities e vê Gerdau como opção defensiva

8 de julho de 2026

Por Luísa Laval

São Paulo, 08/07/2026 – O BTG Pactual espera uma temporada de resultados fraca no segundo trimestre de 2026 para as empresas de commodities sob sua cobertura e aponta a Gerdau como a “melhor opção defensiva” no setor. Em prévia com 17 companhias, o banco afirma que a receita líquida deve mostrar desempenho, em geral, fraco, com preços de commodities praticamente estáveis na comparação trimestral e volumes abaixo do esperado, além de pressão adicional do câmbio, após valorização de 4% do real no trimestre.

Segundo os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi, Rodrigo Gotardo e Marcel Zambello, em um cenário de receitas mais fracas, a inflação de custos tende a ser o principal tema do trimestre, refletindo efeitos inflacionários do conflito e, em especial, a alta de itens ligados a petróleo e diesel. O banco cita aumento de 37% no frete entre Brasil e China na comparação trimestral e menor diluição de custos fixos diante de volumes menores.

Apesar do quadro desafiador para mineradoras e produtoras de metais, o BTG afirma que as siderúrgicas devem ser o destaque do trimestre, com crescimento sequencial do Ebitda, uma vez que maior poder de precificação e volumes mais altos devem compensar a inflação de custos, ainda que sobre uma base de comparação fraca.

No setor, o BTG destaca a Gerdau como preferida, citando a alta dos preços do aço no México (+15% no trimestre), no Brasil (+4% a +5%) e nos Estados Unidos, sobretudo nos negócios de perfis estruturais e barras comerciais. O banco diz esperar resultados sólidos da companhia, com avanço sequencial do Ebitda sustentado por mais um trimestre forte nos EUA e ambiente “ligeiramente melhor” no Brasil.

Para a Vale, o BTG prevê um trimestre fraco, marcado por aumento do custo caixa C1 do minério de ferro, principalmente por fatores exógenos e pela menor diluição de custos fixos. O banco avalia que parte dessas pressões tende a ser revertida nos próximos trimestres, mas segue como desafio no curto prazo. Já a CSN Mineração deve apresentar resultado ainda mais fraco, com inflação de custos mais intensa por maior exposição a fretes no mercado à vista.

Em celulose e papel, o BTG afirma que Suzano deve enfrentar pressão de volumes menores, valorização do real e custos mais altos de manutenção, enquanto Klabin e Irani tendem a reportar trimestres melhores, apoiadas por um ambiente favorável para embalagens e papelão ondulado. O banco estima que ambas podem entregar crescimento sequencial de cerca de 20% no Ebitda.

Entre os metais, o BTG projeta trimestre mais fraco para produtoras de ouro, com preços realizados 7% menores na comparação trimestral. Para as produtoras de cobre, o banco vê desempenho relativamente melhor, com apoio da alta de 4% do preço do metal no período.

Contato: luisa.laval@estadao.com

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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