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8 de julho de 2026
Ancara, 08/07/2026 – O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante uma cúpula na Turquia, afirmando estar insatisfeito com a aliança por resistir à sua pressão para que Washington assuma o controle da Groenlândia e por não apoiar a ofensiva americana no Irã.
Os membros europeus da Otan, além do Canadá, têm se mobilizado para atender às metas mais altas de gastos com defesa defendidas por Trump, enquanto os EUA reduzem o número de tropas na Europa e cobram que o continente assuma mais responsabilidade por sua própria segurança.
Ao chegar ao encontro dos 32 líderes da Otan, Trump reacendeu uma antiga controvérsia ao insistir novamente que os EUA deveriam controlar a Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês. Ele também atacou países europeus que se recusaram a participar da campanha no Irã, classificou a Espanha como “um parceiro terrível na Otan” e voltou a ameaçar cortar relações comerciais.
Antes da cúpula, Trump afirmou que a Groenlândia “é muito importante” para os EUA, mas não para a Dinamarca. “Nós precisamos dela para proteger o mundo, não apenas os EUA”, disse.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu que o país está “pronto para defender cada centímetro da Otan, inclusive o nosso próprio território” em caso de ataque e que contaria com os aliados para honrarem o compromisso de defesa mútua. “Esperamos que todos, inclusive todos os aliados, respeitem o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação”, afirmou Frederiksen. “A Groenlândia, é claro, não está à venda.”
As críticas de Trump já haviam, em outras ocasiões, aproximado países europeus em meio às guerras na Ucrânia e no Irã, ao aumento do déficit comercial com a China e a ameaças da Rússia. Ainda assim, essa unidade pode voltar a ser testada durante a cúpula.
O interesse renovado de Trump na Groenlândia pode colocar em risco o futuro da Otan, fundada em 1949 para enfrentar a ameaça à segurança europeia representada pela União Soviética durante a Guerra Fria. A aliança, tradicionalmente, se dedica a ameaças externas – não a tensões internas.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tentou conter o mal-estar ao citar os recentes aumentos nos gastos de defesa de países aliados. “Eu diria que, sem você nesta cadeira, isso não teria acontecido”, disse Rutte a Trump durante um encontro pela manhã. “Aproveite a vitória. Ela está aí.”
Antes da cúpula, Rutte também elogiou Trump pela série de ataques americanos ao Irã durante a noite, depois que Teerã atacou três navios mercantes no Estreito de Ormuz. “Acho que o que você fez ontem à noite foi absolutamente necessário”, afirmou Rutte. “Foi uma resposta muito forte, e estou com você nisso.”
Os ataques dos EUA, assim como a revogação de uma licença que permitia ao Irã vender petróleo nos mercados globais, evidenciaram a fragilidade do acordo provisório para encerrar meses de combates. Sobre o entendimento, Trump afirmou: “Para mim, acho que acabou” – embora tenha acrescentado que permitirá a continuidade das conversas. “É simplesmente uma perda de tempo lidar com eles”, disse. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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