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Flávio Bolsonaro participa de audiência nos EUA sobre tarifas de Trump contra o Brasil

7 de julho de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa nesta terça-feira, 7, de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em Washington, que discute a investigação aberta contra práticas comerciais do Brasil e a proposta do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

A participação do parlamentar ocorre no segundo e último dia da audiência, realizada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O painel com Flávio está previsto para as 10h no horário local (11h em Brasília).

A Seção 301 é um instrumento utilizado pelo governo americano para investigar e, eventualmente, aplicar sanções comerciais a países acusados de adotar práticas consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses das empresas dos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a investigação cita temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o Pix, tarifas consideradas “injustas e preferenciais”, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.

Além de Flávio Bolsonaro, também participam da audiência representantes do setor produtivo brasileiro. Entre eles estão o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ex-embaixador Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Na semana passada, Flávio encaminhou uma manifestação ao USTR na qual pediu a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. No documento, o senador argumentou que a medida “recompensaria os próprios infratores que deveria punir” e acabaria fortalecendo politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em outro trecho da manifestação, o parlamentar sugeriu que uma eventual decisão sobre a tarifa fosse adiada para depois das eleições de outubro. Segundo ele, o governo brasileiro estaria explorando politicamente a pressão comercial exercida pelos Estados Unidos.

As declarações provocaram reação do presidente Lula. Em publicação nas redes sociais, o petista afirmou que a família Bolsonaro demonstra “entreguismo” ao defender medidas junto ao governo americano e disse que o Brasil manterá uma relação de igualdade nas negociações com outros países.

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