Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Focus: projeção suavizada de IPCA 12M à frente passa de 3,95% para 4,07%

25 de maio de 2026

Por Mateus Maia

Brasília, 25/05/2026 – A mediana do relatório Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu pela primeira vez depois de cinco semanas, de 3,95% para 4,07%. O movimento ocorre em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada nos preços do petróleo.

Um mês antes, a mediana era de 4,09%. Considerando apenas as estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 4,07% para 4,12%.

A medida ganhou importância nas análises do mercado após a regulamentação da meta de inflação contínua. O novo alvo foi descumprido pela primeira vez em julho de 2025, IBGE informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses – acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.

No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026. O IPCA está abaixo de 4,50% desde novembro, mas o mercado espera que ele volte a superar a meta já em maio.

O novo regime prevê que o cumprimento da meta seja apurado com base na inflação acumulada em 12 meses. Se a taxa ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. O ministro da Fazenda pode propor uma alteração ao Conselho Monetário Nacional (CMN), mas é necessário esperar 36 meses para que qualquer mudança tenha efeito.

A expectativa de inflação suavizada para os próximos 12 meses é calculada com base nas projeções das instituições para a inflação total nesse período. A cada nova divulgação do IPCA, a projeção para o mês mais antigo é substituída pelo novo dado.

Para evitar saltos bruscos nas expectativas devido à diferença entre o valor projetado e o realizado, o Banco Central dilui esse desvio de forma gradual, do dia da divulgação até a próxima. O resultado é a inflação suavizada.

Contato: mateus.maia@broadcast.com.br

Veja também