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FGV/André Braz: desaceleração de Preços pontuais do IPC-S não impede aumento do acumulado 12M

1 de julho de 2026

Por Letícia Correia

São Paulo, 01/07/2026 – A despeito da desaceleração a alta de 0,36% do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) no encerramento de junho, ante avanço de 0,60% em maio, o índice ainda acumula aumento acima da meta da inflação, com crescimento de 4,32% nos últimos 12 meses.

O economista e coordenador do indicador da FGV, André Braz, explica que mesmo com o arrefecimento das taxas de variação no último mês, no mesmo período do ano passado os números eram ainda mais baixos.

O IPC-S veio abaixo do piso das expectativas da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,37%. A mediana apontava para alta de 0,45% e o teto, de avanço de 0,47%.

A alimentação, embora ainda pressione o IPC-S, registrou desaceleração (1% para 0,47%), com destaque para a estabilização gradual de alimentos in natura como a batata. A expectativa, no entanto, é que os alimentos voltem a piorar com a chegada do El Niño.

“A depender de como o clima desafiar os próximos meses, o problema pode voltar a afetar tanto os alimentos in natura quanto safras mais longas, como as de arroz e feijão”, afirma Braz.

Para ele, trata-se de um grupo de produtos que já subiu muito e que, devido a essas possíveis mudanças climáticas, pode apresentar um desafio ainda maior na segunda metade do ano, distanciando ainda mais a inflação da meta de 3%.

Contato: leticia.silva@estadao.com

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