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2 de julho de 2026
São Paulo, 02/07/2026 – A definição das condições de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), anunciadas na terça-feira (30) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), representa um passo importante para assegurar previsibilidade e suporte financeiro a toda a cadeia produtiva do café. A avaliação é do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro.
Em comunicado, Brasileiro considerou que as condições operacionais do Funcafé para a safra 2026/27 consolidam mais um importante instrumento de apoio ao setor cafeeiro nacional dentro do Plano Safra anunciado pelo governo.
De acordo com resolução do CMN, as operações de custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros, bem como recuperação de cafezais danificados, terão taxa de juros de 11,5% ao ano. Já as linhas destinadas à aquisição de café, por meio do FAC (Financiamento para Aquisição de Café), e ao capital de giro para indústrias de torrefação, indústrias de café solúvel e cooperativas terão taxa de 13,0% ao ano.
Na safra anterior, as linhas de custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros e recuperação de cafezais danificados estavam na faixa de 13,0% ao ano, enquanto o FAC e o capital de giro para indústrias e cooperativas operavam com taxa de 14,5% ao ano. Com as novas condições anunciadas para 2026/2027, essas faixas passam, respectivamente, para 11,5% e 13,0% ao ano, representando redução no custo financeiro das principais linhas de crédito voltadas à cadeia do café.
O Funcafé terá R$ 7.368.712.499,00 para atender as principais linhas de apoio à cadeia produtiva do café na safra 2026/27. A maior parcela dos recursos foi destinada à linha de Comercialização, que recebeu R$ 2,713 bilhões, o equivalente a 37% do total aprovado. Em seguida, estão as linhas de Aquisição de Café – FAC (para sustentação do mercado, visto a sua abrangência de participação de todos os elos da cadeia), com R$ 1,708 bilhão, correspondente a 23%; Custeio, com R$ 1,616 bilhão, ou 22%; Capital de Giro, com R$ 1,150 bilhão, equivalente a 16%; e Recuperação de Cafezais, com R$ 180 milhões, correspondentes a 2% do orçamento.
(Equipe AE)
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