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1 de julho de 2026
O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, afirmou que a inteligência artificial (IA) pode ter efeito na política monetária, mas que cabe ao banco central decidir se o impacto será inflacionário, em participação no Fórum de Sintra nesta quarta-feira.
De acordo com ele, o boom da IA está se manifestando, em primeiro lugar, nos EUA, com um aumento da oferta podendo ter “enormes implicações” a nível de política monetária. “É provável que EUA sejam um dos grandes vencedores no domínio da IA, mas não se trata de um jogo de soma zero. Todos ganham”, frisou.
Para Warsh, esse é apenas o começo da revolução, mas o crescimento potencial tem apresentado uma tendência de alta. “Se os últimos quatro trimestres forem referência, há motivos para otimismo. Os EUA não têm medo do crescimento econômico impulsionado pela produtividade”, enfatizou.
O dirigente, contudo, ponderou que há uma grande incerteza quanto ao momento em que a IA terá impacto sobre o mercado de trabalho.
Perguntado sobre o balanço patrimonial do Fed, ele respondeu que não é segredo que ele quer um balanço menor e que está criando um grupo de força-tarefa para lidar com o assunto e comunicar possíveis mudanças no futuro. “Haverá gráfico de pontos, pelo menos por um curto período”, adicionou.
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