Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Boi/Dsm-firmenich: intenção de confinamento cresce 5,7% em 2026, para 9,78 milhões de cabeças

3 de junho de 2026

Por Julia Maciel

São Paulo, 03/06/2026 – O confinamento de gado no País deve atingir 9,78 milhões de cabeças em 2026. O resultado representa um aumento de 5,7% em relação ao volume de 2025, que registrou 9,25 milhões de cabeças confinadas. Os dados constam na prévia do Censo de Confinamento 2026 da dsm-firmenich.

Segundo o relatório, cinco Estados concentram aproximadamente 70,6% do total estimado para o País. O Estado de Mato Grosso lidera o volume com 2,4 milhões de cabeças, o que representa um aumento de 7,7%. São Paulo registra 1,4 milhão de cabeças, com crescimento de 4,9%, seguido por Goiás, também com 1,4 milhão de cabeças e incremento de 2,0%. O Estado de Mato Grosso do Sul soma 900 mil cabeças, com acréscimo de 5,2%, e Minas Gerais apresenta 800 mil cabeças, aumento de 7,9%.

O presidente de Nutrição e Saúde Animal para a América Latina da dsm-firmenich, Luiz Fernando Magalhães, disse que “os resultados deste ano mostram uma atividade cada vez mais profissionalizada, orientada por tecnologia e gestão”.

A empresa apresentou também os indicadores obtidos no Tour de Confinamento 2025, realizado em 8 propriedades distribuídas por 8 Estados. A média do peso de entrada dos animais foi de 12,7 arrobas, enquanto o peso de saída atingiu 19,92 arrobas. O ganho médio foi de 7,22 arrobas em um período de 98 dias. O retorno sobre o investimento (ROI) médio apurado foi de 16,31%, com margem para alcançar 26,8%.

O gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich, Walter Patrizi, analisou a relação entre os índices zootécnicos e financeiros. “Os resultados observados mostram que produtividade e rentabilidade caminham juntas. Em um cenário de margens mais desafiadoras, tecnologias nutricionais e gestão eficiente passam a ser ainda mais relevantes para o produtor”, declarou.

A diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, Vanessa Porto, destacou a transição tecnológica da atividade. “A pecuária brasileira vive um momento em que a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser um componente estratégico para a competitividade”, disse Vanessa, em comunicado.

Para Magalhães o futuro da pecuária será definido pela “combinação entre ciência, tecnologia e gestão, tornando o setor mais eficiente, sustentável e competitivo nos próximos anos”, disse, em nota.

Contato: julia.maciel@estadao.com

Veja também