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30 de junho de 2026
Por Luísa Laval
São Paulo, 30/06/2026 – O BlackRock Investment Institute (BII) rebaixou a visão para ações de mercados emergentes para neutra, após a forte performance recente, citando risco de concentração em cadeias ligadas à inteligência artificial (IA). No relatório Midyear Global Outlook 2026, o BII afirma que alguns países viraram “proxy” (substitutos) do tema de IA – com destaque para Taiwan e Coreia do Sul, mais expostos à cadeia de chips – e que a diversificação geográfica pode não reduzir risco quando diferentes bolsas dependem do mesmo vetor.
Mesmo com o ajuste, o BII mantém preferência por América Latina dentro de emergentes, ao ver oportunidades em infraestrutura impulsionada pela demanda da IA. A casa também segue neutra em relação à China, com foco em physical AI (uso de IA em aplicações físicas, como robôs e automação), mas ressalva que a IA barata e de código aberto pode ampliar adoção sem necessariamente gerar lucro para provedores, além de riscos de política e geopolítica.
O relatório, intitulado “Scarcity vs. abundance”, afirma que o mundo segue em um regime de escassez, com restrições de mão de obra, energia, infraestrutura, capital e materiais, o que mantém a inflação mais rígida e pressiona juros para cima. Ao mesmo tempo, a IA cria a possibilidade de um salto permanente de crescimento, mas o BII diz que o caminho até uma eventual “abundância” passa por uma fase de investimento pesado que, no curto prazo, reforça a própria escassez.
Para a BlackRock, esse ambiente aumenta a chance de “polyfurcation” – múltiplos caminhos plausíveis, mas incompatíveis entre si – o que dificulta a precificação e pode levar a ajustes bruscos quando o mercado muda de narrativa.
Em posicionamento tático de seis a 12 meses, o BII mantém a recomendação overweight (equivalente a compra) em ações dos Estados Unidos e neutro em Europa, Japão e China. Em renda fixa, o instituto mantém visão underweight (venda) para Treasuries longos, citando maior sensibilidade a juros e prêmio de prazo mais alto, e prefere prazos curtos e médios, além de crédito seletivo e dívida local de emergentes.
Contato: luisa.laval@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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