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Companhia segue avançando em seu plano de crescimento. No Brasil, o projeto Colina segue com estudos em andamento e conclusão prevista para 2027.
24 de abril de 2026

Planta de beneficiamento de lítio na Austrália. Divulgação PLS
A australiana PLS divulgou resultados do trimestre de 2026, que surpreendeu o mercado. A Companhia registrou produção recorde de lítio, impulsionada por melhora operacional e alta nos preços internacionais.
A empresa reportou produção de 232,4 mil toneladas de concentrado de espodumênio no período, o maior volume trimestral já registrado pela companhia. O desempenho foi sustentado por maior confiabilidade das plantas, aumento do tempo de operação e níveis consistentes de recuperação de lítio.
O resultado financeiro também foi favorecido pela valorização do lítio. O preço médio subiu 61% em relação ao trimestre anterior, para US$ 1.867 por tonelada (CIF China), equivalente a US$ 2.155 na base SC6.
Com isso, a receita da companhia avançou 52%, alcançando A$ 567 milhões. Já a margem de caixa operacional teve alta de 178%, somando A$ 461 milhões, refletindo a combinação de preços mais elevados e redução de custos.
A companhia segue avançando em seu plano de crescimento. O reinício da planta Ngungaju está previsto para julho de 2026, com aumento gradual da produção até o terceiro trimestre.
Além disso, o estudo de viabilidade do projeto P2000, que prevê expansão da capacidade para cerca de 2 milhões de toneladas por ano, deve ser concluído até o fim de 2026.
No Brasil, o projeto Colina também avança, com estudos em andamento e conclusão prevista para 2027.
A PLS também tem ampliado sua atuação na cadeia de valor do lítio. A planta piloto Mid-Stream, na Austrália, iniciou fase de comissionamento e recebeu apoio do governo australiano.
Na Coreia do Sul, a joint venture com a POSCO retomou a produção de hidróxido de lítio após paralisação causada por oscilações na demanda global por veículos elétricos.
A unidade é uma das poucas refinarias de lítio fora da China e pode se beneficiar do movimento global de diversificação das cadeias de suprimento.
A companhia afirmou que segue monitorando possíveis impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre cadeias de suprimento e custos de energia, mas não prevê, até o momento, impactos relevantes nas operações.
Após o fechamento do trimestre, a empresa concluiu a emissão de US$ 600 milhões em títulos de dívida com vencimento em 2031, reforçando a flexibilidade financeira para novos investimentos.
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