Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
1 de julho de 2026
Por Vinícius Novais*
São Paulo, 01/07/2026 – A XP avalia que junho foi um mês de desempenho negativo para as ações globais, com perda de força do trade de inteligência artificial (IA). No Brasil, boa parte das ações também fecharam o período pressionadas por saídas de fluxo estrangeiro. Ainda assim, segundo os analistas Fernando Ferreira, Raphael Figueredo, Caio Souza e Antonio Mello, o mercado doméstico superou outros mercados no fim do mês, favorecido pela correção nas ações ligadas a IA.
Na retrospectiva, a XP afirma que as ações brasileiras começaram o ano com desempenho muito forte, impulsionadas por uma onda significativa de entrada de capital estrangeiro, que chegou a quase R$ 70 bilhões no acumulado do ano em meados de abril. Mesmo após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, os ativos locais teriam se mantido relativamente resilientes, sustentados pela elevada exposição do Brasil ao petróleo e pelo baixo risco geopolítico.
A partir de meados de abril, porém, a valorização perdeu força, segundo a XP, por três fatores: o retorno do trade de IA, com migração de capital para mercados com maior exposição ao tema – como Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan -; a deterioração das expectativas de inflação e juros; e o aumento do ruído político doméstico.
Para o segundo semestre, o relatório organiza as projeções em dois eixos. O primeiro é juros e inflação: após a alta recente das expectativas para essas variáveis, o modelo quantitativo macro da XP indica que o Brasil já entrou em um regime de “Inflação Alta” e que pode migrar para um regime de “Juros em Alta” nos próximos meses – combinação que, historicamente, tem sido desafiadora para as ações brasileiras. O segundo eixo é a eleição presidencial.
A XP afirma que o aumento típico de volatilidade antes das eleições de outubro já começou, e diz esperar que o mercado fique principalmente atento às sinalizações sobre a trajetória fiscal a partir de 2027. O relatório também menciona a apresentação de uma cesta de ações voltada ao posicionamento em momentos de aumento da percepção de risco fiscal.
Apesar de manter uma visão mais construtiva para as ações brasileiras, a XP reduziu a estimativa de valor justo do Ibovespa no fim de 2026 para 200 mil pontos, ante 205 mil pontos, refletindo a alta recente das taxas reais de longo prazo no Brasil.
A corretora aponta dois motivos para sustentar essa visão: valuation e técnico, com seu indicador proprietário de sentimento – descrito como um bom indicador contrário – ainda em níveis de pessimismo Extremo; e a avaliação de que, se o trade de IA continuar perdendo força, o Brasil estaria bem posicionado para se beneficiar de uma nova onda de entrada de capital estrangeiro.
Top Picks
A XP também promoveu ajustes nas carteiras recomendadas. Na Top Ações, incluiu Rede D’Or, aumentou a participação em Orizon e excluiu CPFL. Em Dividendos, elevou a participação em Caixa Seguridade e da Axia ON, com retirada de Engie e Axia PNC. Em Small Caps, a XP aiumentou a participação em Bemobi e EcoRodovias, com retirada de Aura Minerals.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Veja também