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30 de junho de 2026
São Paulo, 30/06/2026 – O Instituto Agronômico (IAC) celebra hoje, 30, 139 anos de fundação. Como parte das comemorações, o instituto lança o feijão cranberry IAC 2662 Borlotti, cultivar única no mercado pela característica de tolerância ao escurecimento do grão por pelo menos seis meses.
Fundado por D. Pedro II em 1887, o Instituto Agronômico (IAC) chega a 2026 como protagonista de uma revolução agrícola com mais de mil cultivares e pacotes tecnológicos que transformam lavouras em todo o Brasil, informou o instituto em comunicado. A cerimônia, na sede do IAC, em Campinas, também marca a entrega do Prêmio IAC e da Medalha Mérito Científico D. Pedro II a profissionais internos e externos que se destacam na agricultura.
O IAC desenvolveu, até junho de 2026, 1.205 cultivares de 112 diferentes espécies vegetais, muitas delas presentes em campos agrícolas em quase todas as regiões brasileiras. O Instituto atua também na geração de pacotes tecnológicos que contribuem para elevar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras e a qualidade dos produtos que chegam aos consumidores.
A IAC 2662 Borlotti aumenta o portfólio de feijões especiais do Instituto, oferecendo nova opção voltada principalmente ao mercado de exportação, já que esse tipo de grão é bastante consumido na Europa. No mercado interno, a cultivar também apresenta potencial para ampliar e diversificar a oferta de feijões especiais, atendendo a um segmento em expansão e agregando novas oportunidades de comercialização.
“A IAC 2662 Borlotti traz ao mercado a novidade da tolerância ao escurecimento do grão, permitindo maior tempo de armazenamento sem perda de coloração, aparência ou qualidade. Essa característica favorece diretamente a exportação, já que o produto chega ao destino internacional com a mesma qualidade com que saiu do Brasil – um ganho significativo para o produtor brasileiro”, destacou na nota Alisson Chiorato, responsável pela nova cultivar juntamente com Sérgio Carbonell, ambos pesquisadores do IAC, vinculado à Apta (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios) e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O feijão é a cultura líder de transferência de sementes genéticas do IAC para o setor de produção. No período de 2016 a 2025, foram comercializados 645 mil quilos de sementes, envolvendo 92 cultivares distintas dos tipos carioca, preto e especiais. No IAC, o feijão também se destaca como a espécie com maior diversidade genética, totalizando 25 cultivares distintas nesse período, seguido pelo amendoim, com nove cultivares. Outras culturas, como trigo, milho e arroz também apresentam participação relevante na transferência de sementes genéticas realizada pelo IAC.
Em 2026, essa liderança permanece.
De janeiro a maio, as sementes de feijão representaram 62,3% do volume de grãos comercializados pelo IAC, que totalizou 72.850 quilos. “O desempenho foi impulsionado pelas sementes de feijão. As cultivares IAC 2051 e IAC 2560 Nelore destacaram-se como os principais materiais comercializados, totalizando cerca de 26 toneladas de sementes”, comentou a pesquisadora do IAC, Luiza Capanema.
As vendas concentraram-se principalmente nos Estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, que responderam por cerca de 89% do volume total. Os resultados evidenciam um portfólio concentrado em cultivares de maior demanda e uma comercialização alinhada à sazonalidade das principais culturas agrícolas atendidas pelo Instituto.
“Tivemos um pico de comercialização em janeiro, redução em fevereiro e março e retomada do crescimento em abril e maio. Essa dinâmica é compatível com a sazonalidade da demanda por sementes, especialmente para culturas como feijão e trigo, cujas janelas de semeadura se concentram no primeiro semestre”, explicou Luiza.
A semente genética carrega exatamente as características da cultivar obtidas na pesquisa pelo IAC e garante ao agricultor a qualidade e a produtividade descritas no registro do material junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
(Equipe AE)
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