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26 de junho de 2026
O governo federal liberou R$ 661 milhões em financiamento para capital de giro de companhias aéreas diante da alta do querosene de aviação (QAV), segundo o Ministério de Portos e Aeroportos. Os contratos foram assinados nesta sexta-feira, 26, pelo Banco do Brasil com as empresas Gol, Azul, Abaeté e Rima.
Gol e Azul contrataram R$ 330 milhões cada, limite previsto em resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). As companhias regionais Abaeté e Rima obtiveram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, dentro do teto de até 1,6% do faturamento bruto projetado para 2025.
A linha de crédito conta com prazo de até seis meses para pagamento, com custo equivalente a 100% do CDI. Os recursos serão operacionalizados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco de crédito será integralmente assumido pela União.
Segundo o Ministério, a medida busca garantir liquidez de curto prazo às empresas em meio à pressão sobre os custos operacionais provocada pela valorização do combustível de aviação, preservando a regularidade da malha aérea doméstica e a continuidade dos serviços.
O ministro da Pasta, Tomé Franca, afirmou que os recursos têm caráter emergencial e são destinados exclusivamente ao capital de giro. “Trata-se de financiamento reembolsável, e não de subvenção ou transferência a fundo perdido.”
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