Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Flávio vive momento mais positivo nas redes em 45 dias após vídeo de Michelle, aponta AP Exata

26 de junho de 2026

Por Bianca Gomes, do Estadão

Brasília, 26/06/2026 – O vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) dizendo que o enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a “humilhou” e “maltratou” em uma ligação telefônica acabou fortalecendo o senador nas redes sociais. Levantamento da AP Exata Inteligência, obtido com exclusividade pelo Estadão, mostra que o episódio fez as menções positivas ao pré-candidato do PL à Presidência subirem de 32% para 38,44%, uma alta de 6,44 pontos porcentuais. Trata-se do melhor patamar dos últimos 45 dias.

O relatório também registra melhora na confiança em Flávio, que passou de 11,63% para 13,9%, alta de 2,27 pontos porcentuais. No mês passado, um estudo da AP Exata mostrou que a divulgação de mensagens trocadas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro levou o indicador ao pior nível desde o anúncio de sua pré-candidatura, em dezembro.

O vídeo de Michelle divulgado na última quarta-feira, 24, pouco antes do jogo da Seleção Brasileira, acabou ajudando Flávio a recuperar parte desse terreno.

Para efeito de comparação, a confiança no senador chegou a superar 19% em janeiro, antes de cair para 10,33% após a repercussão do caso Master. Nas menções positivas, Flávio agora já se aproxima do patamar registrado antes da crise do Master, quando o índice girava em torno de 40%.

“Flávio capturou a reação defensiva da base bolsonarista, que o enquadrou como vítima da exposição pública do conflito, e ajudou a reduzir o desgaste do episódio”, afirma Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata.

Os dois vídeos em que Michelle Bolsonaro expõe o conflito familiar somam 18 milhões de visualizações e elevaram a presença da ex-primeira-dama no debate presidencial de 5% para 20,9% das menções. O aumento da exposição, porém, teve pouco impacto sobre sua imagem. Segundo a consultoria, as menções positivas à presidente do PL Mulher oscilaram de 46,5% para 46,11%, enquanto o índice de confiança passou de 18,2% para 17,9%.

“Os números indicam que Michelle evitou corrosão relevante de imagem e preservou apoio sobretudo entre mulheres conservadoras e evangélicos, mas sem transformar o episódio em ganho proporcional de popularidade, enquanto Flávio conseguiu ativar sua militância e também perfis moderados, que consideraram a exposição equivocada, entendendo que a ex-primeira-dama expôs um conflito familiar de forma desnecessária”, diz Denicoli.

Veja também