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10 de fevereiro de 2026
Por Caroline Aragaki
São Paulo, 10/02/2026 – A B3 lança nesta terça-feira seu primeiro indicador dedicado exclusivamente ao mercado de letras financeiras, chamado de Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1 B3), inaugurando um termômetro específico para instrumentos de captação bancária e ampliando a cobertura desse ecossistema de renda fixa.
O indicador estabelece uma referência de avaliação e comparação do desempenho das Letras Financeiras, acompanhando o desempenho médio das emissões seniores e subordinadas emitidas por instituições financeiras classificadas no segmento S1 pelo Banco Central, grupo que reúne os maiores bancos do sistema financeiro.
“O Índice de Letra Financeira B3 reforça o compromisso de transparência da B3 e disponibiliza referenciais mais precisos para classes de ativos em expansão no mercado brasileiro. O índice passa a atuar como referência para uma categoria importante dentro do universo de crédito bancário, oferecendo ao mercado uma métrica para acompanhar títulos DI + o spread emitido pelos maiores bancos do país”, afirma o gerente de Produtos na B3, Hênio Scheidt.
As Letras Financeiras (LFs) são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras para captação de longo prazo. Em 2025, esses papéis registraram um aumento de 24% no estoque em comparação com 2024, totalizando R$ 976, 8 bilhões na B3.
Com a novidade, a companhia passa a contar com 12 indicadores de renda fixa, que abrangem referências para títulos públicos e privados, e índices de debêntures para crédito privado.
Metodologia do Índice
O ILFS1 B3 considera tanto a variação de preços quanto os rendimentos gerados pelos ativos ao longo do tempo.
A carteira teórica apresenta prazo médio superior a 720 dias e é rebalanceada mensalmente para refletir mudanças nas quantidades de títulos em estoque.
Para integrar o índice, os títulos devem: 1) Ser emitidos por instituições financeiras do segmento S1; 2) Ter remuneração atrelada ao DI somado ao spread; e 3) Apresentar prazo de vencimento igual ou superior a 30 dias corridos. Os ativos que deixarem de atender a esses critérios são excluídos da carteira.
A ponderação é realizada pelo valor de estoque, critério que considera a quantidade de papéis depositados na B3. Os rebalanceamentos ocorrem no 5º dia útil do mês, com base nas quantidades definidas na prévia da carteira teórica e nos preços do dia da nova carteira.
Para garantir que o prazo médio da carteira permaneça acima de 720 dias são feitos ajustes nas quantidades de cada título, adotando-se o patamar mínimo de 800 dias na data de rebalanceamento.
Contato: caroline.aragaki@estadao.com
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