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25 de junho de 2026
Por Tânia Rabello
São Paulo, 25/06/2026 – Apesar da queda nos preços da carne suína em junho, o produto perdeu competitividade em relação às principais proteínas concorrentes, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Na parcial do mês até o dia 23, a carcaça especial suína negociada no atacado da Grande São Paulo registrou média de R$ 8,58 por quilo, recuo de 1,1% em comparação com maio. No entanto, as cotações do frango resfriado e da carcaça bovina caíram de forma mais intensa, favorecendo essas proteínas na disputa pelo consumidor.
De acordo com o Cepea, a demanda por cortes suínos foi impulsionada pelas festas juninas e pelas temperaturas mais baixas em parte do país, mas os elevados estoques da indústria impediram uma reação dos preços. O frango resfriado acumulou queda de 4,9% no mês, para R$ 6,86/kg, enquanto a carcaça bovina recuou 1,9%, para R$ 24,69/kg. Com isso, a carne suína interrompeu uma sequência de oito meses de ganhos de competitividade frente à bovina e de dois meses em relação ao frango.
O mercado também trouxe desafios para o produtor. O preço do suíno vivo na praça SP-5 caiu 3% em junho, para média de R$ 5,24/kg, pressionado pelo aumento da oferta de animais. Embora milho e farelo de soja também tenham registrado desvalorizações – de 2,76% e 2,5%, respectivamente -, a queda mais acentuada do suíno reduziu o poder de compra dos suinocultores paulistas pelo terceiro mês consecutivo. Segundo o Cepea, a maior disponibilidade de milho em plena safra e a oferta elevada de farelo de soja contribuíram para a retração dos custos dos insumos, mas não foram suficientes para compensar a perda de renda do produtor.
Contato: tania.rabello@estadao.com
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