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QPC: mediana para IPCA 2026 subiu de 4,8% para 5,2%, em relação a QPC de abril

24 de junho de 2026

Por Marianna Gualter

Brasília, 24/06/2026 – A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu para 5,20% no Questionário pré-Copom (QPC) de junho, ante 4,80% na pesquisa de abril, distanciando-se ainda mais do teto da meta de inflação, de 4,50%. Para 2027, aumentou de 4,0% para 4,20%.

As medianas para a média dos núcleos também aumentaram, de 4,59% para 4,90% em 2026 e de 4,00% para 4,15% em 2027. Questionados sobre o viés preponderante em relação ao cenário central para o IPCA, 80% disseram ver risco de alta em 2026 e 63% em 2027.

O Questionário Pré-Copom (QPC) é enviado aos participantes do mercado financeiro antes de cada reunião do Copom. Ele contribui para o conjunto de informações que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica de juros. Na reunião de junho, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25% ao ano.

El Niño – Nesta edição, os participantes foram questionados especificamente sobre o impacto do El Niño sobre a inflação em 2026 e 2027. As medianas indicaram impacto estimado de 0,3 ponto porcentual em 2026 e 0,4 ponto em 2027. Uma parcela desse efeito já foi incorporado, segundo as medianas: 0,2 ponto em 2026 e 0,2 ponto em 2027.

PIB – A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 subiu de 1,90% para 2,0%. Antes, permaneceu estável em 1,80% entre junho de 2025 e março de 2026. Para 2027, a estimativa caiu de 1,80% para 1,60%. Questionados sobre o risco preponderante para seu cenário de atividade econômica, 51% dos entrevistados disseram ver riscos equilibrados em 2026 e 42% de alta. Para 2027, 50% afirmaram ver risco de baixa e 44% equilibrados.

Fiscal – A mediana para o déficit primário do Governo Geral em 2026 diminuiu de R$ 66 bilhões para R$ 61 bilhões. A estimativa intermediária para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) no período permaneceu em 83,2%. Para a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), passou de 69,5% do PIB para 69,7%. Para 2027, a mediana para o déficit primário do Governo Geral seguiu em R$ 60 bilhões e para a DBGG continuou em 86,7% do PIB. Para a DLSP, oscilou de 73,0% do PIB para 73,5%.

Metade dos entrevistados (50%) avaliou que a situação fiscal piorou desde o Copom de abril. A situação não teve mudanças relevantes para 48%.

Contato: marianna.gualter@broadcast.com.br

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