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Galípolo nega impacto eleitoral no Copom e diz que ‘não cola’ para quem entende Selic

25 de junho de 2026

Por Cícero Cotrim, Célia Froufe e Marianna Gualter

Brasília, 25/06/2026 – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou nesta quinta-feira qualquer possibilidade de influência das eleições nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que os efeitos de qualquer mudança na taxa Selic só vão ser sentidos no futuro.

“Para qualquer um que está no mercado, não cola”, disse, em entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM). “Se você entende como funcionam as defasagens da política monetária, não tem cabimento falar que qualquer decisão hoje possa ter qualquer efeito na economia com impacto na eleição.”

Segundo Galípolo, qualquer ilação do tipo mostra “desconhecimento” sobre o funcionamento da política monetária, que atua em horizontes mais longos. “Imaginar que uma decisão agora [de corte], em especial de 25 pontos-base, com a taxa de juros restritiva do jeito que está…”, disse.

Contato: cicero.cotrim@broadcast.com.br, celia.froufe@broadcast.com.br, marianna.gualter@broadcast.com.br

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