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Fiemg pede transição maior e que serviços essenciais sejam excluídos de redução de jornada

27 de maio de 2026

Por Naomi Matsui e Gabriel Máximo

Brasília, 27/05/2026 – A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) criticou nesta quarta-feira, 27, o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para até 40 horas, sem redução salarial. A entidade defendeu que setores considerados essenciais fiquem fora da diminuição. O projeto deve ser votado hoje, 27, pela comissão especial e amanhã, 28, pelo plenário da Câmara.

“A Federação defende que atividades consideradas essenciais não sejam incluídas no limite das 40 horas semanais, reduzindo impactos econômicos em setores que operam em regimes atípicos e com elevada necessidade de cobertura operacional”, disse o documento.

A Fiemg afirmou que a PEC é “insustentável” e defendeu um período de transição maior – o texto debatido pela Câmara prevê um período de transição de 14 meses.

“Qualquer alteração dessa magnitude exige prazo adequado de transição para adaptação das empresas, especialmente em um cenário de baixa produtividade da economia brasileira e elevados custos operacionais”, disse.

A Fiemg defendeu que “alterações na jornada devem partir do limite atual de 44 horas semanais e ser construídas por meio da negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores” e mencionou um estudo da federação que aponta que a medida pode impactar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até 16%, com potencial de provocar a perda de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no País, além de causar aumento inflacionário.

Contato: gabriel.maximo@estadao.com e naomi.matsui@estadao.com

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