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25 de junho de 2026
Por Luísa Laval
São Paulo, 25/06/2026 – O Santander reduziu o preço-alvo de Cyrela para o fim de 2026 de R$ 43 para R$ 41, após incorporar o resultado mais fraco do que o esperado no primeiro trimestre e novas premissas macro. Apesar do corte, o banco manteve recomendação outperform (equivalente a compra) e afirmou ver o preço atual como um ponto de entrada atrativo. Pelo relatório assinado por Fanny Oreng, Luis Wadt e Matheus Meloni, o novo alvo implica potencial de alta de 82% em relação ao último fechamento.
O Santander diz que a ação negocia a 4,5 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, abaixo da média de cinco anos, de 6,5 vezes. O banco também afirma que parte do consenso parece subestimar o impacto positivo do aumento do peso da Vivaz no mix de vendas sobre rentabilidade e retorno nos próximos anos.
Na revisão de números, o Santander manteve a estimativa de lançamentos atribuídos à Cyrela em R$ 12 bilhões em 2026 e elevou a projeção de 2027 para R$ 12,5 bilhões, com aumento do volume esperado de lançamentos da Vivaz para R$ 6 bilhões, de R$ 5,5 bilhões. O banco, porém, reduziu as estimativas de pré-vendas em 6% para 2026 e em cerca de 3% para 2027, com maior pressão no segmento de média e alta renda. Com isso, cortou a receita líquida média de 2026 a 2027 em 2%, parcialmente compensada por maior participação de vendas de estoque pronto.
Os analistas também cortaram a margem bruta projetada de 2026 em 63 pontos-base, para 32,9%, por um cenário mais conservador de custos, e reduziu a margem de 2027 em 51 pontos-base, para 33,6%. A estimativa de lucro líquido passou a ser de R$ 1,9 bilhão em 2026 e R$ 2,4 bilhões em 2027, quedas de 13% e 5% em relação ao modelo anterior, também impactadas por resultado mais fraco da Plano&Plano.
O Santander projeta aumento da relevância da Vivaz no mix. Em 2025, a marca respondeu por 29% dos lançamentos e 19% da receita total. O banco estima que, com aceleração do volume em construção e maior participação da Vivaz nos lançamentos de 2027, em torno de 47%, a unidade deve responder por cerca de 35% da receita da Cyrela em 2027, sustentando alta de margem bruta estimada em 70 pontos-base em 2027 e 91 pontos-base em 2028.
Outro ponto que pode destravar valor é a torre corporativa da Cyrela. O Santander lembra que, em janeiro de 2026, a companhia assinou contrato com o Nubank para locação de 75% do novo prédio, com entrega prevista para o fim de 2026. O banco incluiu receita de aluguel a partir de 2027 e redução de SG&A com a mudança da sede. Em análise de sensibilidade, o Santander estima que uma eventual venda apenas da parcela locada ao Nubank, a um cap rate implícito de 8%, poderia representar risco positivo de cerca de 25% para o lucro de 2026.
Contato: luisa.laval@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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