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Líderes de cerca de 40 países apoiam acordo entre EUA e Irã e defendem reabertura de Ormuz

24 de junho de 2026

Por Pedro Lima

São Paulo – Líderes de mais de 40 países divulgaram nesta quarta-feira uma declaração conjunta em apoio ao memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã, classificando o acordo como um avanço diplomático capaz de restaurar a estabilidade regional e contribuir para a estabilização da economia global.

No comunicado, assinado por países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão, Canadá, Austrália, Espanha, Portugal e Coreia do Sul, os governos saudaram o anúncio do acordo e parabenizaram Washington, Teerã e os mediadores envolvidos nas negociações, incluindo Paquistão e Catar.

“Este é um momento de oportunidade para restaurar a estabilidade regional e estabilizar a economia global”, afirmaram os líderes. O grupo destacou que é fundamental concluir rapidamente as negociações detalhadas e implementar o entendimento de forma “rápida e abrangente”, acrescentando que está disposto a apoiar esse processo.

A declaração também enfatiza a necessidade de reabertura urgente do Estreito de Ormuz, com liberdade de navegação “incondicional e irrestrita”. Os países signatários afirmaram estar preparados para contribuir com esse objetivo por meio de uma missão “estritamente defensiva e independente” voltada à segurança da navegação comercial e à realização de operações de remoção de minas marítimas.

Sobre a questão nuclear, os governos reiteraram que o Irã “jamais deve adquirir uma arma nuclear” e disseram estar prontos para trabalhar em conjunto com os EUA, Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O grupo também sinalizou disposição para suspender sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano em resposta a medidas “claras e verificáveis” adotadas pelo país.

Os líderes afirmaram ainda que trabalharão intensamente com os EUA, o Irã e parceiros regionais para transformar o acordo em uma solução diplomática de longo prazo. O comunicado também reafirma apoio à estabilidade, soberania e integridade territorial do Líbano, além da importância da manutenção de um cessar-fogo robusto no país.

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