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IIF: Fraquezas fiscais e estruturais deixam Brasil exposto a potencial ajuste de mercado

24 de junho de 2026

Por Caroline Aragaki

São Paulo, 24/06/2026 – As fraquezas fiscais e estruturais deixam o Brasil exposto a um potencial ajuste de mercado, segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).

Na ausência de uma consolidação fiscal e de reformas que aumentem a produtividade, há risco de que dinâmicas adversas se materializem, como “taxas de juros reais de longo prazo elevadas, desafios crescentes no mercado de crédito, instabilidade cambial, inflação persistente, investimento contido e deterioração das contas externas”, acrescenta o IIF, em relatório.

Segundo a instituição, o governo Luiz Inácio Lula da Silva implementou medidas de estímulo pré-eleição que limitaram ainda mais o espaço para uma flexibilização da política monetária, considerando, ainda, dinâmicas de inflação mais desafiadoras. Além disso, mesmo diante de uma eleição polarizada, o escopo para uma mudança radical na política econômica parece limitado por fatores institucionais e estruturais.

Cenário externo

Para o IIF, o cenário externo permanece favorável ao Brasil. Apesar das interrupções globais de fornecimento ligadas à guerra no Oriente Médio e das condições financeiras globais gradualmente mais restritivas, “dinâmicas fortes de commodities – incluindo petróleo, soja e minério de ferro – juntamente com um dólar americano ainda fraco e altas taxas de juros locais têm apoiado as contas externas” do País, nota.

“Olhando para o futuro, ventos favoráveis externos e restrições domésticas correm o risco de reduzir a urgência de um ajuste fiscal muito necessário e reformas que aumentem a produtividade”, pondera o instituto, mencionando que o cenário internacional oferece oportunidades significativas e pode mascarar vulnerabilidades subjacentes, atrasando os ajustes necessários de política econômica e aumentando o risco de uma correção impulsionada pelo mercado.

“Contra esse pano de fundo, a eleição será fundamental para determinar se o Brasil pode traduzir condições externas favoráveis em um quadro macroeconômico mais sustentável e desbloquear o potencial de crescimento”, avalia o IIF.

Contato: caroline.aragaki@estadao.com

Conteúdo produzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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