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Agricultura institui Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico

24 de junho de 2026

Por Isadora Duarte

Brasília, 24/06/2026 – O Ministério da Agricultura instituiu o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, informou a pasta em nota. A portaria foi assinada ontem pelo ministro André de Paula. O ministério acrescentou que o programa vai fortalecer a integração produtiva, logística e comercial entre Brasil e Bolívia e ampliar o acesso do agronegócio brasileiro aos mercados da Ásia e do Pacífico, reduzindo custos de transporte.

O programa tem como metas a agregação de valor à produção primária, o estímulo ao desenvolvimento regional e a atração de investimentos em infraestrutura e comércio exterior, segundo o ministério. A iniciativa terá quatro eixos: apoio à infraestrutura e logística; facilitação regulatória e do comércio internacional; cooperação técnica e sanitária; e promoção comercial com atração de investimentos.

“A medida viabiliza o escoamento da produção agropecuária nacional por corredores logísticos que atravessam o território boliviano até os portos do Oceano Pacífico, configurando uma alternativa estratégica às rotas tradicionais de exportação. Com isso, os produtos brasileiros ganham maior agilidade e competitividade nos mercados asiáticos e da região do Pacífico”, explicou o ministério.

O corredor era uma demanda do agronegócio de Mato Grosso, Estado que faz fronteira com a Bolívia e maior produtor de grãos e carnes do País. A intenção é a de que a partir do programa haja consolidação de corredores rodoviários transfronteiriços, especialmente com a integração de trechos como a MT-199, como rota de acesso ao Pacífico. “Essa integração vai encurtar caminhos e desenvolver uma região que possui terras fantásticas e uma agricultura forte. Esse corredor que agora se abre para o oeste de Mato Grosso certamente vai melhorar a competitividade e trazer benefícios em todos os sentidos”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain.

O corredor também poderá beneficiar outros Estados das regiões Centro-Oeste e Norte, ao oferecer uma alternativa logística para o escoamento da produção. Do lado boliviano, a iniciativa contribui para o desenvolvimento da infraestrutura, o fortalecimento do comércio bilateral e a integração regional.

Um Comitê Gestor vai regulamentar a operacionalização do programa, que poderá envolver parcerias público-privadas nacionais e internacionais.

Contato: isadora.duarte@estadao.com

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