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24 de junho de 2026
Por Luísa Laval
São Paulo, 24/06/2026 – A XP lançou o “Radar da Indústria Farmacêutica”, ferramenta para acompanhar dados de sell-in e complementar seus indicadores de importação, e afirmou que os números confirmaram a desaceleração esperada do crescimento do mercado a partir do segundo trimestre, embora haja melhora sequencial na dinâmica de medicamentos GLP-1. O relatório é assinado por Danniela Eiger, Laryssa Sumer e Pedro Caravina.
Segundo a XP, as vendas para empresas (sell-in) totais cresceram 5% em maio na comparação anual, desaceleração de 8,5 pontos porcentuais frente ao mês anterior. O movimento é atribuído principalmente a uma base comparativa mais normalizada, já que o Mounjaro foi lançado em maio de 2025. A corretora também diz que a sua medida aproximada (proxy) de GLP-1 cresceu 24% em maio, ante 68% em abril.
A XP aponta que medicamentos de referência foram o destaque negativo do mês, com alta de 1,6% em maio, enquanto genéricos e similares também desaceleraram em torno de sete pontos porcentuais. Na avaliação da casa, além do efeito-base do Mounjaro, a migração de usuários de Wegovy/Ozempic para medicamentos licenciados também pode ter contribuído para o desempenho mais fraco em algumas categorias.
Apesar da desaceleração anual, a XP afirma que os dados indicam melhora sequencial no mercado de GLP-1. Ao filtrar medicamentos de referência, patenteados e não biológicos, a corretora estima uma proxy para Mounjaro que sugere alta de 5% mês a mês, após leve queda em abril. Já em referência não patenteada e biológica, a XP calcula proxy para semaglutida com avanço de 11% na comparação mensal.
Outro ponto destacado é a queda de preços médios, com sinais de maior competição, sobretudo na proxy de semaglutida, com recuo de 17% na comparação anual, embora com melhora na margem mensal. Para a XP, o aumento de descontos pode indicar termos comerciais melhores para farmácias e, com isso, apoiar margens no varejo. Os preços de Mounjaro foram descritos como mais resilientes, mas a casa diz que o quadro pode mudar com a entrada de similares de semaglutida em junho, citando o Ozivy.
Os analistas afirmam que, daqui para frente, três temas devem ficar no centro das atenções: resiliência do mercado de medicamentos sob prescrição (RX), desempenho de similares e genéricos e possíveis impactos sobre os produtos de referência, além da evolução da margem bruta em GLP-1 à medida que a competição aumenta.
Contato: luisa.laval@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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