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23 de junho de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 23/06/2026 – As exportações brasileiras de carnes seguiram em ritmo acelerado até a terceira semana de junho, com destaque para o segmento de aves. Nos 14 primeiros dias úteis do mês, os embarques de carnes de aves e suas miudezas comestíveis já ultrapassaram todo o volume exportado em junho de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Até a terceira semana de junho, o Brasil embarcou 330.024 toneladas de carne de aves, volume superior às 312.889 toneladas exportadas ao longo de todo o mês de junho do ano passado. Na comparação entre as médias diárias, os embarques avançaram 50,68%, passando de 15.644 toneladas por dia em junho de 2025 para 23.573 toneladas diárias neste mês.
Além do avanço no volume, o preço médio da proteína registrou alta de 12,18%, para US$ 2.015,11 por tonelada. Com isso, a receita obtida com as exportações atingiu US$ 665,03 milhões na parcial de junho, enquanto a média diária de faturamento cresceu 69,04% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho ocorre sobre uma base de comparação fragilizada. Em junho do ano passado, as exportações de carne de frango foram afetadas pelos embargos impostos por diversos países após a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial brasileira, no Rio Grande do Sul. A restrição de importantes mercados compradores provocou queda dos embarques e da receita do setor naquele período.
A carne bovina também manteve desempenho positivo. Os embarques da proteína fresca, refrigerada ou congelada somaram 187.080 toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho. A média diária exportada alcançou 13.363 toneladas, aumento de 10,87% frente às 12.052 toneladas registradas em junho de 2025.
O preço médio da carne bovina avançou 19,78%, para US$ 6.526,15 por tonelada. A receita acumulada com as vendas externas chegou a US$ 1,22 bilhão, com crescimento de 32,81% na média diária de faturamento em comparação com igual período do ano passado.
Na contramão dos demais segmentos, a carne suína fresca, refrigerada ou congelada apresentou retração. O volume embarcado totalizou 84.663 toneladas até a terceira semana de junho. A média diária exportada foi de 6.047 toneladas, recuo de 0,97% em relação às 6.107 toneladas por dia observadas em junho de 2025.
O preço médio da proteína também caiu, registrando baixa de 4,29%, para US$ 2.513,81 por tonelada. Com isso, a receita obtida com as exportações somou US$ 212,83 milhões, enquanto a média diária de faturamento recuou 5,22% na comparação anual.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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