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23 de junho de 2026
Por Denise Luna
Rio, 23/06/2026 – A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a parceria com a Pemex deve estudar a exploração do subsal na parte mexicana do Golfo do México, depois de ter a exploração da geologia bem sucedida na parte norte-americana. Ela explicou que, ao contrário do pré-sal brasileiro, que fica abaixo de uma placa de sal, o subsal é formado por “gomos” de sal, e a exploração pode ocorrer através desses gomos ou entre os gomos.
“Quando a gente olha para o Golfo, a gente vê uma possibilidade muito grande de águas profundas na porção mexicana do Golfo do México, porque não é crível que a gente olhe para o Golfo do México e diga que todo o óleo escolheu ficar na porção americana, que foi a mais desenvolvida, que recebeu investimento ao longo de tantos anos”, afirmou. “São desafios diferentes no pré-sal e subsal, mas temos que passar por eles”, disse.
O México, porém, nunca explorou essa região, segundo o presidente da Pemex, Juan Carlos Fragoso, que participou com a dirigente da Petrobras da assinatura de um memorando de entendimentos (MoU) para estudar projetos em comum na sede da Petrobras, no Centro do Rio. “Não sabemos se há pré-sal, serão realizados estudos para saber se teremos descobertas”, explicou Fragoso.
“Na parceria com a Pemex vamos olhar o lado mexicano do Golfo com outros olhos, com nova tecnologia”, disse Magda após a assinatura do documento, destacando que a sociedade com a Pemex pode acontecer em outros países, se for vantajoso para as duas companhias, citando como exemplo a África, onde a Petrobras já tem ativos.
Segundo Magda, o México produzia mais que a Petrobras até 2017, com cerca de 3 milhões de barris de óleo equivalente (boed), mas agora a produção gira em torno de 1,6 milhão de boed.
Braskem
Magda explicou que no México, a parceria pode envolver também a subsidiária da Braskem, a Braskem Idesa, mas não quis dar detalhes.
“A Braskem tem 75% da Braskem Idesa e a Petrobras tem 48% da Braskem, isso tudo está interligado, porque sinergia e verticalização são essenciais para dar retorno a uma empresa de petróleo”, afirmou, prevendo participar do setor petroquímico. “E se a gente tiver gás e for de interesse dos nossos países (Brasil e México), vamos produzir fertilizantes”.
A Petrobras também deverá atuar no refino, segundo Magda, que não vê sentido em não agregar valor à produção do petróleo e de gás. No caso do gás, a executiva vê possibilidades na produção de fertilizantes, mas também não explicou em qual dos dois países seria a produção.
“Os estudos serão em benefício da Petrobras e da Pemex, mas não temos prazo para conclusão”, disse Magda.
contato:denise.luna@estadao.com
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