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Itaú BBA: construtoras de segmento de baixa renda seguem preferidas; Cyrela ganha destaque

22 de junho de 2026

Por Luísa Laval

São Paulo, 20/06/2026 – O Itaú BBA afirmou que incorporadoras de baixa renda continuam como as preferidas nas discussões com investidores após rodada de reuniões no Rio e em São Paulo, enquanto oportunidades de valuation chamam atenção em diferentes segmentos, incluindo média e alta renda e shoppings. Segundo relatório assinado por Elvis Credendio, Daniel Gasparete, Mariangela Castro e Juliana Veiga, o setor de baixa renda segue como preferência pela resiliência operacional e pelos retornos ao acionista, com visão positiva para Direcional e Cury e avaliação de que Tenda ainda oferece retorno elevado, apesar de posicionamento mais carregado entre hedge funds.

No segmento de baixa renda, o Itaú BBA diz que a preocupação com custos diminuiu após debates mais intensos em março, com investidores mais confortáveis diante de sinais como reajustes benignos de mão de obra, ausência de efeitos relevantes de segunda ordem em fornecedores e o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã. O banco afirma que o risco da possível eliminação da escala 6×1 permanece, mas as conversas passaram a girar em torno de potenciais melhorias no Minha Casa, Minha Vida, com redução de taxas nas faixas 3 e 4.

As discussões se concentraram em Cury, Tenda e Direcional. O Itaú BBA cita que hedge funds em Rio e São Paulo parecem com exposição de média a alta ao setor, dada a atratividade dos retornos. Já investidores long-only (de longo prazo) seguem mais cautelosos, questionando se a maior parte da criação de valor já ficou para trás, segundo o relatório. MRV, ainda na leitura do banco, segue fora do radar de parte dos investidores por alavancagem elevada em um macro mais difícil e incerteza sobre o turnaround (inflexão) da Resia.

No segmento de média e alta renda, o Itaú BBA diz que a preocupação com acessibilidade domina o debate, em meio ao cenário de juros mais altos por mais tempo e ao aumento de estoques em São Paulo. O destaque das conversas foi Cyrela. O relatório afirma que parte dos investidores teme que a acessibilidade fraca leve a uma redução maior de lançamentos de alta renda e pressione resultados, enquanto uma visão mais construtiva aponta que o valuation já ficou excessivamente descontado e espera melhora de vendas e lucro no segundo trimestre de 2026.

O banco afirma que o potencial de alta de Cyrela depende sobretudo de reprecificação, mais sensível ao macro, mas descreve o papel como uma oportunidade de ações muito descontadas, negociando a 0,8 vez preço sobre valor patrimonial tangível estimado para o fim de 2026. Mater Dei também apareceu em algumas conversas, com investidores, em geral, construtivos com o momentum de resultados.

Em shoppings, o Itaú BBA afirma que investidores ficaram divididos entre o “carrego” de Allos e a qualidade de portfólio de Multiplan. O relatório diz que hedge funds parecem mais posicionados em Allos, citando execução de alocação de capital e rendimento de dividento (dividend yield) elevado após desempenho recente mais fraco. Já investidores long-only, embora reconheçam a atratividade, tenderiam a preferir Multiplan, avaliando portfólio mais resiliente e disciplina na alocação de capital, além de ver a reforma tributária como catalisador para crescimento de resultados e desalavancagem.

O Itaú BBA afirma que Multiplan segue como preferida no segmento, com expectativa de aceleração do crescimento de lucros com a reforma tributária como gatilho. Ao mesmo tempo, diz que a recente queda de Allos abriu um ponto de entrada, com valuation “difícil de ignorar”, citando múltiplo de 6,5 vezes preço sobre geração de caixa operacional (FFO) estimado para 2027, retorno de dividendos de 14% e taxa interna de retorno (TIR) real de 13%.

Contato: luisa.laval@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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