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29 de janeiro de 2026
Por Luciana Collet
São Paulo, 29/01/2026 – Diante das chuvas abaixo da média observadas nos últimos meses e da evolução lenta do armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas, a agência de avaliação de risco Fitch Ratings considera que o cenário hidrológico mantém o setor elétrico sob alerta.
Em comentário intitulado “Cenário Hidrológico Exige Cautela do Setor Elétrico”, a instituição afirma que as precipitações registradas até abril e a consequente recuperação do nível dos reservatórios, quando se encerra o atual período úmido, serão determinante para a trajetória dos preços da energia elétrica, o despacho térmico e o risco de elevações do risco hidrológico (Generation Scaling Factor – GSF), com efeitos distintos entre geradores e distribuidoras.
Preços mais elevados tendem a gerar impacto em geradores que possuem maior necessidade de compra de lastro e companhias em projetos com energia descontratada. Por outro lado, uma recuperação do armazenamento mais fraca pode levar a um maior nível de despacho térmico, potencialmente gerando pressão sobre os custos das distribuidoras.
Essa situação também poderia levar um maior déficit hidrológico (GSF), o que pode afetar grupos mais expostos à geração hídrica com contratos no mercado livre. Até o momento, a Fitch possui como cenário-base GSF de 0,87 para 2026 (0,84 em cenário de estresse), frente ao 0,84 de 2025.
A Fitch lembra que no fim de 2025, os níveis de armazenamento dos reservatórios dos quatro subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) estavam acima da média dos últimos dez anos e, com exceção do Nordeste, acima da média dos cinco anos anteriores. Esse cenário sugeriria uma transição adequada para o período seco, que inicia em maio, reduzindo a probabilidade de estresse sistêmico associado à disponibilidade hídrica. No entanto, as chuvas do atual período úmido estão aquém da média histórica. “A situação é mais grave no subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) – o mais relevante para a segurança energética do país – cujo armazenamento se encontra no menor nível entre os demais subsistemas”, diz o texto, assinado pelos diretores Wellington Senter e Débora Calmon.
A Fitch considera a Perspectiva do setor elétrico para a América Latina em 2026 “Deteriorando”. A agência justifica a avaliação por fatores como preocupações com a geração, em especial o elevado nível de cortes de geração eólica e solar (curtailment, no jargão setorial), que vem afetando a receita de empresas e projetos do setor.
Contato: luciana.collet@estadao.com
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