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17 de junho de 2026
Por Denise Luna e Gabriela da Cunha
Rio, 17/07/2026 – O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, informou que a autarquia lançará em julho o resultado de estudos que estão sendo feitos sobre modelos de uma base integrada de geração e distribuição, com objetivo de modernizar os segmentos.
“Nós estamos trabalhando com diversos modelos e, nesses modelos, a gente está avançando uma base integrada de geração com transmissão de gestão geoespacializada”, disse o dirigente durante a abertura do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).
Segundo ele, já foram incorporados mais de 26 mil itens do sistema elétrico e mais de 7 mil recursos energéticos nos modelos, incluindo Mini e Micro Geração Distribuída (MMGD), com integralização de mercado por horário.
Prado afirmou que a nova base permitirá análises mais precisas para enfrentar temas como cortes forçados de energia (curtailment), precificação de perdas e uma modelagem mais apurada de recursos como água, vento e sol, ampliando a precisão do planejamento.
Ele também citou a discussão sobre governança de modelos e mencionou avanços e uma decisão recente que, segundo ele, evidenciaria “o esgotamento dos modelos” e dores comuns no setor.
Agenda
Prado disse ainda concordar com a proposta de colocar uma agenda para os presidenciáveis este ano, seguindo um comentário feito anteriormente pelo moderador do debate, Mário Menel, presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase) e da Associação Brasileira dos Autoprodutores de Energia (Abiape).
O executivo da EPE justificou a posição com três motivos. Para ele, o País vive um “policy lock-in” (política de aprisionamento), com dificuldades de promover uma transformação política por causa dos custos políticos e econômicos das decisões necessárias.
Esse “trancamento”, afirmou, estaria ligado a escolhas do passado – o que ele chamou de “path dependence” (dependência de trajetória) -, que também dificultariam a saída do impasse e a adoção de medidas para dar sinais econômicos adequados e tornar o setor elétrico mais dinâmico.
“Reconhecer que estamos aqui por escolhas do passado também gera dificuldades para sair do trancamento político que a gente se encontra. De tomar as decisões que o setor realmente precisa tomar para que a gente consiga dar os sinais econômicos adequados e tornar a expansão e o modelo do setor elétrico mais dinâmico”, disse.
Na sequência, ele avaliou como importante a iniciativa de provocar o debate para “sair desse trancamento” e afirmou que o setor precisa ser “menos trancado”.
Contato: denise.luna@estadao.com e gabriela.cunha@estadao.com
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