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Boi: Indonésia se torna 2º maior destino de miúdos do Brasil menos de um ano após habilitação

22 de junho de 2026

Por Leandro Silveira

São Paulo, 22/06/2026 – A Indonésia se consolidou como o segundo principal destino dos miúdos bovinos brasileiros menos de um ano após a abertura do mercado para o produto, informou o Ministério da Agricultura em nota. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas de miúdos bovinos do Brasil, em operações que movimentaram US$ 19,5 milhões.

O desempenho coloca a Indonésia atrás apenas de Hong Kong entre os principais compradores do produto brasileiro. A rápida expansão das vendas reflete o potencial do mercado local, que reúne mais de 284 milhões de habitantes e importou, em 2025, mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos de diferentes origens, em negócios superiores a US$ 150 milhões.

Os embarques para a Indonésia contribuíram para o avanço das exportações brasileiras do segmento. De janeiro a maio deste ano, o Brasil vendeu mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 países, com receita de US$ 256 milhões. Em todo o ano de 2025, os embarques somaram mais de 267 mil toneladas, com faturamento de US$ 605 milhões.

A abertura do mercado indonésio para os miúdos bovinos brasileiros ocorreu em agosto de 2025. Desde então, o número de frigoríficos habilitados a exportar ao país vem aumentando, destacou o Mapa. Em setembro do ano passado, 17 plantas foram incluídas na lista de exportadores autorizados, elevando o total para 38 estabelecimentos. Já em janeiro deste ano, outras 14 unidades receberam habilitação, ampliando para 52 o número de plantas aptas a exportar carne bovina para o mercado indonésio.

O crescimento das habilitações acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia ocupa a 11ª posição entre os principais destinos do agronegócio brasileiro. Nos cinco primeiros meses de 2026, as importações indonésias de produtos agropecuários do Brasil superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e derivados.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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