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Companhia informa avanço puxado por S11D, no Pará, e Brucutu; cobre e níquel crescem em ritmo de dois dígitos; Vale avança na revisão das concessões ferroviárias, mas conclusão depende do TCU.
17 de abril de 2026

Imagem: Vale / Divulgação.
A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2026 com produção de minério de ferro de 69,7 milhões de toneladas, alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela companhia nesta quinta-feira (16/04). As vendas da commodity somaram 68,7 milhões de toneladas, avanço de 3,9%, no maior volume para um primeiro trimestre desde 2018, de acordo com a mineradora.
Além do minério de ferro, a empresa reportou crescimento relevante em metais básicos. A produção de cobre subiu 13%, para 102,3 mil toneladas, enquanto o níquel avançou 12%, para 49,3 mil toneladas, ambos em comparação com o primeiro período do ano passado. Segundo a Vale, os resultados refletem maior estabilidade operacional e expansão de ativos estratégicos no Brasil e no Canadá.
A Vale afirma que o desempenho do minério de ferro foi sustentado pelo recorde de produção no complexo S11D, em Carajás, e em Brucutu, além do avanço operacional dos projetos Capanema e VGR1.
O S11D atingiu 19,9 milhões de toneladas no trimestre, novo recorde para o período, segundo a companhia. Já o Sistema Sudeste produziu 19,2 milhões de toneladas, com incremento de 3,1 milhões de toneladas na comparação anual, mesmo diante de chuvas mais intensas e de uma paralisação de cinco dias nas operações ferroviárias.
“O aumento ocorreu devido ao contínuo ramp-up do projeto Capanema, que deve atingir capacidade total no segundo trimestre; ao forte desempenho de Brucutu, alcançando a maior produção de primeiro trimestre desde 2018, e à redução do tempo de parada para manutenção no Complexo Itabira”, informou a Vale em relatório.
A produção de pelotas também avançou, totalizando 8,2 milhões de toneladas, alta de 14%, impulsionada, segundo a empresa, pela melhora no desempenho das plantas de Tubarão.
No cobre, a Vale registrou produção de 102,3 mil toneladas, melhor resultado para um primeiro trimestre desde 2017. O avanço foi puxado, principalmente, pelas operações de Salobo e Sossego, no Brasil.
De acordo com a companhia, a produção brasileira cresceu 13,5 mil toneladas frente ao primeiro trimestre de 2025, enquanto no Canadá houve recuo de 2,2 mil toneladas, impactado por questões climáticas em Sudbury.
No níquel, a produção chegou a 49,3 mil toneladas, melhor marca para um primeiro trimestre desde 2020. O resultado refletiu, segundo a mineradora, a operação integral do segundo forno de Onça Puma e a estabilidade das minas subterrâneas de Voisey’s Bay, que sustentaram recorde trimestral na refinaria de Long Harbour.
As vendas de finos de minério de ferro cresceram 4,7% na comparação anual, para 59,4 milhões de toneladas. As vendas de pelotas subiram 2,7%, para 7,7 milhões de toneladas. Já o volume comercializado de minério bruto (run-of-mine) recuou 16,3%, para 1,58 milhão de toneladas.
Nos metais básicos, as vendas de cobre somaram 91,2 mil toneladas, alta de 11,4%, enquanto as de níquel avançaram 15,2%, para 44,8 mil toneladas.
A Vale atualizou ainda informações sobre o processo de otimização dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Segundo a companhia, o Conselho de Administração aprovou a continuidade, pelo Comitê Executivo, das negociações com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra S.A.
De acordo com a mineradora, o objetivo é avançar na revisão das bases contratuais dentro das diretrizes definidas em acordo firmado em dezembro de 2024, especialmente em temas ligados à base de ativos e às obras de infraestrutura.
A Vale afirma ainda que permanece adimplente e seguirá cumprindo integralmente as obrigações previstas nos contratos atuais. Segundo a empresa, a conclusão do processo, após eventual aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), “deverá conferir maior previsibilidade, segurança jurídica e definitividade às obrigações e aos investimentos associados às duas concessões ferroviárias da Vale“, finaliza a mineradora em comunicado divulgado ao mercado.
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